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domingo, 11 de julho de 2010

Por que um líder deve orar?

Esboço do Treinamento para a Liderança da Igreja aplicado durante Julho/2010

 

O propósito dessa aula é através do exemplo de Neemias, um líder pouco lembrado, rever a importância da oração na liderança cristã.

Conhecer, ou relembrar, esse princípio, tende a mudar radicalmente nossa postura com relação à igreja e nosso ministério.

 

A eficácia na liderança pública é determinada pela vida particular do líder.

Neemias era um homem de oração. Seu diário particular (livro de Neemias) guarda várias de suas orações, que começam no primeiro capítulo.

 

Quando um Líder deve orar?

O líder faz muitas coisas, além de orar.

O líder inteligente, e que deseja agradar a Deus por sua vida, não faz nada antes de orar.

 

Por que um líder deve orar?

 

Porque isso mostra que ele depende de Deus

Quando a oração se converter em sua primeira reação diante dos problemas, como era para Neemias, você saberá que está vivendo na dependência de Deus.

 

Porque isso alivia a sua carga

O nome de Neemias significa: "O Senhor é meu consolo". Ele sabia onde procurar socorro para o coração quebrantado: ele se pôs diante do Senhor.

A liderança produz estresse, e o alívio se encontra de joelhos.

“... mas aqueles que esperam no SENHOR renovam as suas forças. Voam alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.” Is 40:31

 

Porque libera o poder de Deus

Não há nada que libere o poder de Deus como a oração de fé. Jr. 33.3 diz: "Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece". Quando se coloca Deus em um projeto, o impossível torna-se possível.

 

Neemias nos oferece quatro segredos das orações respondidas:

 

Ele baseava sua petição no caráter de Deus

"SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e temível, fiel a aliança e misericordioso com os que te amam e obedecem aos teus mandamentosCap.1 v.5

 

a) Ele baseava sua petição no caráter de Deus

Há três coisas sobre Deus que precisamos dizer como Neemias fez:

· Ele é grande: a posição de Deus.

· Ele é temível: o poder de Deus.

· Ele cumpre suas promessas: a fidelidade de Deus.

 

b) Confessava o pecado que havia em sua vida. (Ne 1.6-7)

Ele se incluiu dentro do pecado da nação. "Eu sou parte do problema". Talvez não pareça "justo", mas é a atitude que um líder deve assumir.

Os líderes aceitam a culpa; os perdedores passam a culpa para outro.

 

c) Invocava as promessas de Deus (1.8-9)

Será que Deus precisa que lhe recordemos as coisas? Não.

Então, por que fazer isso?

Precisamos fazer isso, porque nos ajuda a recordar o que Deus prometeu.

 

d) Era especifico

Para obter respostas concretas as nossas orações, precisamos fazer petições concretas.

Se você não pode pedir a Deus que abençoe o que você esta fazendo, talvez o melhor seja começar a fazer alguma coisa diferente. Deus não quer que você desperdice sua vida.

 

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Chamado e Liderança de Neemias

Esboço do Treinamento para a Liderança da Igreja aplicado durante Julho/2010

 

O propósito dessa aula é através do exemplo de Neemias, um líder pouco lembrado, rever princípios de liderança bíblica.

Conhecer, ou relembrar, princípios de liderança bíblica, tende a mudar radicalmente nossa postura com relação à igreja e nosso ministério.

 

O chamado de Neemias

 

Uma situação que o incomodou (Ne 1.1-3)

Sua primeira atitude (Ne 1.4)

 

Seu chamado não ficou apenas no campo das idéias

 

Disposição para o trabalho (Ne 2.1-5)

Trabalhou alinhado e com apoio da liderança (Ne 2.7-8)

 

O exercício do seu chamado

 

Compartilhou a visão (Ne 3)

Neemias comandou a reconstrução, mas foi o povo quem trabalhou diretamente na reconstrução. O povo foi agente direto da reconstrução

 

Com ânimo e zêlo (Ne 3.20; 4.6)

Normalmente a postura do povo é reflexo da postura da liderança.

 

De que forma estamos influenciando as pessoas em nossa igreja?

 

Com estratégia, com planejamento (Ne 4.16-21)

Sem planejamento o trabalho tende a não ser excelente. “Na hora Deus abençoa” ou “Deus aceita qualquer coisa” são expressões que não podemos aceitar.

 

Constância, certeza do chamado (Ne 6.1-3)

Adversidades são certas no ministério; mas a certeza do que fazemos e para quem fazemos nos faz continuar em qualquer situaçao.

 

Ter boa consciência (Ne 6.5-9)

Se cumprirmos a vontade de Deus e vivermos em santidade, não precisamos nos preocupar com os levantes dos inimigo.

 

Ter discernimento (Ne 6.10-12)

 

Certeza de que Deus é quem faz a obra:

“... porque reconheceram que por intervenção do nosso Deus é que fizemos esta obra.”

Nm. 6:16 b

Igreja / Figuras de Igreja na Bíblia

Esboço do Treinamento para a Liderança da Igreja aplicado durante Julho/2010

O propósito dessa aula é revisitar o conceito bíblico de igreja.

Conhecer, ou relembrar, o que é igreja com base bíblica, tende a mudar radicalmente nossa postura com relação à igreja e nosso ministério.

 

Casa espiritual de Deus: 1Pe 2.4s.; Hb 3.5s

Edifício de Deus: Ef 2.20-22; 1Co 3.9s.

Eleitos: Rm 8.33; Ef 1.4; Cl 3.12; Tt 1.1; 2Tm 2.10; 1Pe 2.9

Família de Deus: Ef 2.19; 5.1; Rm 8.15-17; Gl 3.26; 4.6

Lavoura de Deus: 1Co 3.6-9

Nação santa: 1Pe 2.9

Noiva de Cristo: Ef 5.22-33; 1Co 6.14-16; 2Co 11.2-4; Ap 19.6-8; 22.17 (cf. Mc 2.18-20; Jo 3.29)

Novo homem: Ef 2.15; Cl 3.10s.; Gl 3.26-29

Plenitude de Cristo: Ef 1.22s.

Povo de Deus: 1Pe 2.9s.; 2Co 6.16; Ef 2.19; Fp 3.20; Tt 2.14

Rebanho de Deus: Jo 10.1-29; 21.15-17; Lc 12.32; 1Pe 5.2-4

Sacerdócio: 1Pe 2.5, 9

Santos: 2Co 1.1; cf. Rm 1.7; 1Co 6.1s.; 14.33; 16.1, 15; Ef 1.1; 3.8; Fp 1.1; Cl 1.2; 3.12 com 1Co 1.2; Gl 1.2; 1Ts 1.1; 2Ts 1.1

Santuário de Deus: 1Co 3.16s.; 6.19; 2Co 6.16

Videira verdadeira: Jo 15.1-8, 16

Corpo de Cristo: I Co 12.13

 

Escolher 3 dessas expressões para uma meditação mais profunda.

 

Corpo de Cristo

“Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: que judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós nos foi dado beber de um único Espírito” I Co 12.13

Que aspectos da natureza e vida da igreja são enfatizados pela expressão Corpo de Cristo?

· Representação de Cristo, extensão do Seu ministério, Ele é perceptível no mundo através do Seu corpo;

· Os membros são os crentes, interdependentes; cada um com sua função e igual importância;

· Mutualidade, cooperação e edificação através dos dons;

· Cristo é a fonte de todas as coisas, o governo, todo o corpo depende dele;

 

Povo de Deus

“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, POVO EXCLUSIVO DE DEUS, para anunciar as grandezas daquele os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” I Pe 2.9

Que aspectos da natureza e vida da igreja são enfatizados pela expressão Povo de Deus?

· Propriedade de Deus, exclusividade e fidelidade à Ele;

· Foi comprada por preço de sangue e todos quantos creem são chamados à fazer parte dela, a despeito de raça, condição social, etc...

 

Edifício de Deus

“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo edifício é ajustado e crescer para tornar-se um santuário santo no Senhor. Nele vocês também estão sendo edificados juntos, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito” Ef 2.20-22

 

Que aspectos da natureza e vida da igreja são enfatizados pela expressão Edifício de Deus?

· Possui um único fundamento: Jesus Cristo;

· Santuário do Espírito Santo;

· O templo material não é fundamental para a existência do edifício de Deus;

· Cristo é a pedra angular e é Ele quem dá a unidade ao edifício;

· Cada pessoa é pedra viva utilizada na construção desse edifício, e à medida que vai sendo edificada em Cristo, descobre seu lugar e função;

· A igreja não é um prédio ou organização, é organismo vivo.

 

Que mudanças haveria em sua igreja se ela levasse a sério essa expressão? Use a imaginação e pense nas várias áreas da vida de uma igreja, tais como: louvor e adoração, ensino; comunhão; serviço; evangelização e testemunho; estrutura administrativa; edifícios e espaço físico.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Fenômeno Social: Sincretismo Religioso no Brasil

Lição para Jovens apresentada na Escola Biblica Dominical no dia 20/09/2009 pelo Pastor Tarcizio

Fenômeno Social: Sincretismo Religioso no Brasil

Texto Áureo Mt. 24:11.

Introdução:

Não são poucas as manifestações religiosas no contexto nacional brasileiro. Vivemos dias de plena confusão religiosa e cabe aos lideres de nossas igrejas definir ou apontar as anuências prejudiciais à espiritualidade cristã de nosso tempo.

Para isto segue-se este estudo, que pode ajudar a detectar o que é prejudicial à sã doutrina, mesmo sem a pretensão de dar uma resposta final a esta questão.

Porém pode revelar caminhos pelos quais um cristão deve formar umas respostas responsáveis, bíblicas e apropriadas a estas questões.

1. Definição:

Não séria possível termos uma visão mais apurada deste fenômeno social religioso, o sincretismo religioso sem antes entendermos alguns termos propriamente ditos:

a. Fenômeno social.

“Este por sua vez, corresponde a comportamentos, ações e situações observadas em certas sociedades, organizações e grupos. Tendo efeito positivo ou negativo no meio que é detectado”.

b. Sincretismo.

A palavra sincretismo vem do grego “synkretismós”, que significa:

1º Tendência à unificação de idéias ou de doutrinas diversificadas e por vezes até inconciliáveis.

2º Amálgana de doutrinas ou concepções heterogêneas.

3º A fusão de elementos culturais diferentes ou até antagônicos em um só conjunto, continuando perceptíveis de alguns sinais originários.

c. Sincretismo Religioso.

É um fenômeno existente no contexto social pós-moderno, que induz a mudanças rápidas dos valores tradicionais e absolutos que estão baseados na Palavra de Deus e na Ética cristã.

Onde o relativismo e o individualismo são Absorvidos e agrupados numa nova ordem de valores da Igreja com o divino.

2. Quais as implicações na vida Cristã?

Com base na força em que este fenômeno exerce sobre o meio em que nos relacionamos dentro e fora da igreja, se vê os resultados negativos na vida da cristandade brasileira.

  1. Cristãos Nômades.

Homens e mulheres cristãs que não conseguem enraizar-se na “Videira Verdadeira” que é Jesus (Jo.15:1) e vivem uma vida descontente, mudando de um lado para o outro, a procura de um lugar para satisfazer as suas necessidades existenciais.

Revelando em si mesmo evidente resultado da falta de autodisciplina e de domínio próprio.

  1. Cristãos Consumidores.

Para aliviar a ânsia do coração, temos aqui o resultado deste fenômeno na vida de um grande grupo de cristãos do nosso tempo. Irmãos mais interessados na benção do que o abençoador. Com tratamento todo egoísta a maneira de relacionar-se com Deus.

Desconsiderando a maneira como o Senhor dirige todas as coisas, ao seu modo de realizar, que não é pelo acaso, mas pelo seu cuidado providencial.

  1. Cristãos Seculares

Tem adentrado as portas da igreja um novo comportamento, mais interessado em chamar a atenção do publico do que verdadeiramente arrebanhar um povo exclusivamente do Senhor.

Inserindo práticas mundanas na liturgia cultica e na vida cristã, com pressuposições bíblicas, que ferem os princípios básicos de interpretação e aplicação da Palavra de Deus.

  1. Cristãos Mornos.

Talvez uma dos efeitos mais prejudiciais na vida cristã seja este. Porque hoje o povo de Deus não consegue discernir entre o que é sagrado e o que é profano. Vivendo uma vida de aparências e enganos dentro e fora da igreja.

A santidade deu lugar à permissividade nos costume e comportamentos, que são moldados pela cultura da época, cultura do prazer intenso, da diversão. Seja no lar, na escola, no trabalho, na maneira de vestir-se.

3. Quais as implicações na Vida da Igreja?

a. Espiritualidade Rasa.

Os dons espirituais e a busca pela experiência subjetiva, individual com Deus vai sendo esquecida e substituída ao longo da caminhada cristã, dando lugar a uma religiosidade engessada e rotineira.

b. Convivência Hipócrita.

A igreja se torna insensível às necessidades básicas do corpo de Cristo e dá lugar a superficialidade nos relacionamentos. “Cada para si e Deus por todos”.

c. Inversão de Valores.

A chamada divina para propagação do evangelho libertador e transformador dá lugar aos interesses financeiros de lideres corrompidos com o pecado.

d. Inserção de Ritos e Costumes.

Cada vez mais as aberrações humanas e por que não dizer diabólicas, vão fazendo parte do ministério da igreja em todos os seus seguimentos com muita sutileza e rapidez. Confundindo as mentes e corações e corrompendo o que a própria história de luta e preço pago pelos nossos irmãos do passado realizaram.

4. O que podemos fazer para não se deixar influenciar pelo sincretismo (fermento religioso)?

a. Na vida Cristã.

As escrituras nos instruem a honrar o corpo como tempo do Espírito Santo (1 Co.6:19-20). Revelando a presença interior do Mesmo e o seu domínio sobre nós. (Gl.5:23)

Devemos partir de um principio que se caracteriza por um estilo de vida disciplinado, esforçando-se em evitar a indulgência egoísta nos prazeres deste mundo.

Enquanto os costumes e padrões da comunidade mudam, há princípios bíblicos imutáveis que governam os cristãos em nossas atitudes e condutas.

Tudo em que nos envolvemos a fazer, reflete o nosso compromisso com Cristo e nosso testemunho no mundo, (1 Co.10:31-33).

Sendo assim deve-se evitar a extravagância e aplicar-se a fazer escolhas direcionadas pelo Senhor, sobre a imagem que projetamos de tudo que temos e somos.

A boa dica pode ser fazer perguntas ao Senhor: Esta atividade aumenta ou diminui meu testemunho como cristão? Ela é contrária aos ensinos da Bíblia? A minha consciência está limpa? Participar dela vai me expor desnecessariamente à tentação? Esta atividade é, em qualquer sentido, viciante?

b. Na Igreja.

A igreja é parte do plano eterno de Deus de fazer para Si um povo que seja “santo e irrepreensível diante dEle”. Ela foi instituída por Cristo durante seu ministério quando Ele a comissionou para ser Sua única representação no mundo.

Por isso, as Escrituras falam da Igreja como o Corpo de Cristo. Sendo ela, capacitada para o ministério pelo ativo e contínuo trabalho do Espírito Santo, desde o Pentecostes.

Da mesma forma que as cartas do N.T. foram escritas para Igrejas em lugares específicos, compostas por pessoas específicas, a igreja também é não apenas universal, mas também visível e local.

Como membros deste Corpo, temos privilégios e responsabilidades. Fidelidade a mesma é evidência do membro como individuo, do desejo de manter um relacionamento de salvação com Jesus Cristo como Senhor, levando adiante a causa de Cristo e de amar a comunhão da Igreja de Deus.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

SOFONIAS

Introdução:

Temos aqui um relato Bíblico de um momento impar na história do Israel Antigo.

O Senhor levantou um profeta diferenciado dos demais profetas para falar em Seu nome ao povo de Israel.

Sofonias que significa: “O Senhor escondeu” ou “o revelador de segredos”, foi um profeta diferenciado porque veio de uma linhagem real, era tataraneto do rei Ezequias e primo do rei Josias. Notamos no (cap. 1:1).

Ele retrata aquilo que Deus desejou realizar na vida de Israel.

Restaurar tudo que faltava na ocasião, Israel de Adorar a Deus e o povo viver um novo tempo em suas vidas.

Tema: Tempo de Restauração

1. Deus restauraria a alegria do seu povo. (v.14)

· Parece algo contraditório o que o Senhor pede a Israel neste momento, para eles terem “alegria”, mas não é.

Um povo que foi levado cativo, suas terras habitadas por estrangeiros, com a aliança do atual rei Manassés com o império Assírio foi-lhe imposto práticas idolatras, magias e encantamentos na religião em Judá.

Para completar, construíram altares para adoração do sol, da lua, das estrelas, dos signos zodíacos e todos os astros do céu bem na entrada da casa de Deus.

Como este povo entristecido, angustiado, por isto e por muito mais, poderia adorar a Deus e viver o tempo de restauração que o Senhor prometerá em suas vidas?

· Só por meio do livramento do Senhor. O esforço próprio não seria suficiente nesta ocasião e o Senhor, estava disposto a realizar, desejoso em tirar toda a tristeza do meio do seu povo, ainda que as circunstâncias fossem adversas, porque Ele é Deus.

Pergunto a você nesta noite, existe algo na tua vida que tem entristecido o seu coração, tem atrapalhado você de adorar a Deus?

Se existe! O Senhor pode tirar! Como ele foi com Israel, Ele pode ser com você também, meu irmão!

C. S. Lewis: “Alegria é um negócio sério no céu, com o qual Deus trata pessoalmente”.

Porque não é fácil alegrar alguém, é uma arte. Precisa-se saber o que a pessoa gosta e o que não gosta, o que precisa e o que não precisa para se alegrar alguém.

Mas o que é lindo é que o Senhor sabe exatamente o que você precisa nesta noite. Como diz o salmista:

Sl.16:11. “Tu me farás conhecer a vereda da vida; na tua presença há plenitude de alegria; à tua mão direita há delícias perpetuamente”.

Sl.30:5. “Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite; pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo”.

É tempo de restauração.

2. Deus restauraria a motivação do seu povo. (v.15)

· O povo olhava as circunstancias e desfalecia, porque eram maiores do que eles poderiam suportar. Os juízos “diziam respeito à maneira de eles serem julgados” com severidade e injustiças, com opressão e raiva.

Mas chegaria o grande dia, em que Deus estaria com eles, no meio deles.

O dia em que nada os intimidaria mais, afinal Yavé é mais poderoso que todos os reis da terra, e Ele estária lá para advogar as sua causa e defende-los na sua dor.

E você? As lutas têm desmotivado você a seguir adiante! Não desista. Vá a frete, lute.

Sl. 46:5-7. “(v.5) Deus está no meio dela; não será abalada; Deus a ajudará desde o raiar da alva. (v.6) Bramam nações, reinos se abalam; ele levanta a sua voz, e a terra se derrete. (v.7) O Senhor dos exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.

Is. 41:13,14. “(v. 13) Porque eu, o Senhor teu Deus, te seguro pela tua mão direita, e te digo: Não temas; eu te ajudarei. (v.14) Não temas, ó bichinho de Jacó, nem vós, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu redentor é o Santo de Israel”.

É tempo de restauração.

3. Deus restauraria as forças do seu povo. (v.16)

· “As mãos do povo estavam enfraquecidas” porque não existia mais liderança, não tinha alguém para guiar o povo, para levar o povo a fazer escolhas certas.

Com Deus ao lado deles era tudo o que eles precisavam para transformar este momento de fraqueza em força, para acreditar que algo poderia ser mudado.

Mesmo diante de tudo que se via naquele momento.

Se você, está sem força. Deus também pode fortalecê-lo.

Is.40:28 – 29. “(v.28) Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não se cansa nem se fatiga? E inescrutável o seu entendimento. (v.29) Ele dá força ao cansado, e aumenta as forças ao que não tem nenhum vigor”.

Sl. 28: 7, 8. “(v.7) O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; pelo que o meu coração salta de prazer, e com o meu cântico o louvarei. (v.8) O Senhor é a força do seu povo; ele é a fortaleza salvadora para o seu ungido”.

Sl. 46:1. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”.

È tempo de restauração.

4. Deus restauraria a identidade do seu povo. (17-20)

· O Senhor sabia que a identidade é formada quando o povo era unido a um único propósito. Uma nação unida revela o que ela pensa e qual o grau de relacionamento com o seu Deus.

E vida dispersa é vida sem sentido e o Senhor uniria mais uma vez os filhos de Israel. Todos aqueles que estavam longe, o Senhor os traria de volta.

O verdadeiro culto seria praticado de novo. Não mais seriam envergonhados. As nações vizinhas reconheceriam mais uma vez que Deus esta em Israel.

A nossa identidade é o nosso testemunho pessoal e também coletivo.

E você, meu irmão pode ser testemunho vivo da presença de Deus na vida de uma pessoa.

Para ser este testemunho vivo, basta ter alguns requisitos básicos.

À exemplo de Israel:

1. Experiência com Deus, experiência com o Pai. E se adquire quando Ele toma conta de todas as áreas da nossa vida.

2. Convicção do que você crê.

3. Os nossos atos em coerência com aquilo que pregamos ou falamos.

Estas coisas contribuem para restauração de nossa identidade em Cristo.

É tempo de restauração

Atos 1.8 “E recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samária, e até os confins da Terra.”

Conclusão:

· Aproveitemos o momento do Senhor em nossas vidas para colocar os nossos corações no seu altar.

· Para que Ele venha fazer tudo que é necessário em nós.

· Restaurar a alegria, a motivação, as forças e a nossa identidade.

Aplicação:

Oremos por nós e por aqueles que sentem a necessidade de ser restaurado em alguma área de suas vidas.

 

Pastor Tito

domingo, 23 de agosto de 2009

Mística…… Lição para Jovens

Lv.19:31.

Introdução:

· O que entendemos sobre mística?

· Em nossa sociedade existe alguma manifestação do tipo?

· Este fenômeno pode influenciar a igreja?

Com base no que vemos e conhecemos, podemos detectar vários fatores que estão inseridos na cultura brasileira, haja vista, a superstição e o misticismo têm sido reconhecidos como algo marcante e relevante para a igreja pensar a respeito.

Desde as simpatias, as crendices, a inclusão do apego ao sobrenatural e o mágico, as feitiçarias de influencia “Poteriana” se poço dizer assim, dos filmes de “Harry Poter”. O povo mostra um grande interesse pelo lado não racional da realidade espiritual.

Nós como igreja, em meio a tudo isto, temos que seguir o exemplo de Jesus que deixou-nos em sua Palavra.

E para responder as perguntas feitas e conhecer melhor as implicações desta palavra “mística”, segue-se este estudo.

1. O que é mística?

O que transcende.

O que é devoto.

O que busca.

O que é mistério.

O que revela mitos.

O que é profundo.

O que é complexo.

O que esclarece.

O que é luz e o que é trevas.

2. Porque mística é tudo isto?

Vejo que após a queda (Gn.3), nasce no homem o desejo e a necessidade:

• De suprir seu desequilíbrio espiritual.

• De preencher o vazio do seu coração.

• De entender o que está além do seu controle.

• De resolver os seus problemas existenciais.

3. Onde?

Em caminhos cada vez mais distantes do Senhor, vejamos alguns exemplos.

O que Israel passou. A influência do misticismo popular.

a. A influência nos dias de Saul.

Esta influência mística estendeu-se até os dias de Saul, ainda que ele houvesse trabalhado contra tais coisas. Houve um momento de desespero espiritual após a morte do profeta Samuel (1Sm.28:3). O rei voltou para a feitiçaria, algo abominável aos olhos do Senhor, “Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feitiçaria, para que vá a ela e a consulte...”. (1Sm.28:7).

Sinal claro da influência do povo pagão dentro do povo escolhido, o povo de Deus.

Pergunta: Como identificar a influência de outros costumes em nossa espiritualidade?

b. A influência nos dias de Salomão.

Este personagem dispensa apresentações, mas apesar de ser o homem mais sábio de sua época, afinal foi-lhe dada por Deus, (1Rs.4:29), sofreu com a influência mística, quando permitiu que os deuses estranhos estivessem em sua casa (1Rs.11:1- 4). A permissividade de Salomão em tais procedimentos (1Rs.11:8) trouxe indignação do Senhor contra ele, (1Rs.11:9,10), causando a divisão do reino, (1Rs.11:11-13), confirmando-se até hoje o resultado de sua conduta em Israel.

Pergunta: Hoje a igreja de Deus também está atenta a tudo isto?

c. A influência nos dias de Jeremias.

Nos dias do profeta Jeremias, diante das ameaças de deportação (Jr.6:22), Deus fez séria advertência sobre a influência mística que havia dominado o seu povo, (Jr.7:17,18), pais, mulheres e filhos, provocando a ira divina (Jr.7:19).

Pergunta: O que passa em nossas casas, no dia de hoje?

Olhemos para o Brasil. Celeiro de diversas influências de codinome “cultural”, vinda de várias partes deste mundo.

ESTATÍSTICA: 30/07/08

A REVISTA ISTO É – EDIÇÃO 2021

O BRASIL POSSUI O 3° LUGAR NO MUNDO DE JOVENS QUE DECLARAM UMA RELIGIÃO. ESTAMOS ATRÁS APENAS DA NIGÉRIA E GUATEMALA

PORÉM:

d. A influência africana.

Estreitar relações diplomáticas com outros países para uma ação mutua em favor dos desfavorecidos é algo de grande importância para nossos pais.

Mas não se trata apenas disto, desde que vieram escravizados para o Brasil no tempo do colonialismo, os africanos trouxeram uma bagagem cultural de misticismo e crendices, praticados em cultos de magia e oferendas a demônios.

O grande problema não está no povo africano, nas na sua prática equivocada de buscar o divino, o sagrado, com ritos que mais os afastam do que os aproximam do Deus Vivo e Verdadeiro (Jo.17:3), (1Tm.6:15).

Pergunta: A igreja tem absorvido ou rejeitado práticas ritualistas?

e. A influência indígena.

A cultura indígena, mesmo dizimada por aqueles que se diziam interessados em catequizar, ao longo da história brasileira, ainda traz consigo costumes que se incorporaram na religiosidade de nosso país, com lendas, crendices, presságios, adivinhações e nomeações de elementos da natureza e espíritos da floresta.

Desde (Lv.19:31.) o povo de Deus recebe orientações de Yavé para não envolver-se com misticismo. Por vezes encontramos cristãos com práticas de homem natural, (1Co.2:14.) absorvendo o que Paulo repudia em (Gl.4:8-10).

Pergunta: Como banir uma prática consolidada em anos de história de um povo?

d. A influência espírita.

Para um país de fronteiras abertas a todos os povos, consideremos também o a cultura da velha Europa fez no século passado ao nosso Brasil. Dando lugar ao espiritismo através de Allan Kardec, ganhando força em vários seguimentos, literários, empresarial e comercial. Aprisionando milhares de vidas no engano espírita e calando muitas vezes a igreja de Cristo, que possui a verdade que liberta, (Jo.8:31-32.).

Pergunta: Que meios podemos usar para promover a verdade?

4. Qual a advertência divina a respeito do misticismo?

Preocupado com a influência mística dos cananeus, habitantes de Canaã, Deus adverte o seu povo sobre o cuidado com contaminações da terra, pois Ele habitaria no meio do seu povo (Nm.35:34), mais tarde vemos a mesma advertência dada pelo apostolo Paulo (2Co.6:16,17).

a. Cuidados com o aprendizado. Por conhecer seu povo, entende que seria fácil se apegar ao ensino e as abominações da terra (Dt.18:9). Hoje temos o modismo que aparece e desaparece despercebido. Mas (Heb.13:9) recomenda a não nos envolvermos com doutrinas estranhas, resultado de homens que torcem as escrituras (2Pe.3:16).

b. Cuidados com práticas místicas. Por Moises, grande líder, já se intensificava a indiguinação divina por procedimentos místicos, (Dt. 18:12.). A liderança da igreja hoje deve também estar atenta a ensinos deturpados, (1Co.4:17).

5. Posicionamento da Igreja?

a. Seguir o conselho apostólico. (At.15:29)

b. Abandonar práticas do passado. (Gl.4:8)

c. Postura adequada contra o misticismo. (1Pe.4:3), (Ef.5:8).

Conclusão:

O afastamento de Deus por conta do pecado do homem, trás a humanidade inquietações da alma e insatisfação da vida. Tenta de várias maneiras o equilíbrio emocional. A única resposta está na procura por reatar este relacionamento, com este Deus soberano, mas era na escolha e cria deuses para resolver suas crises emergentes, sem se preocupar com o que possa colher no futuro.

O que é fato é que o misticismo nunca preencherá ou anulará a sede humana por uma solução definitiva. Somente através da Palavra de Deus e do encontro com Cristo que nós tornaremos novas criaturas (Gl.6:15).

 

Pastor Tarcizio

domingo, 12 de julho de 2009

Vencendo a tentação

Estudo bíblico da Escola Bíblica Dominical dos dias 05 e 12 de julho de 2009.

 

Objetivo:

1. Reconhecer que tipo de tentação satanás usou contra Jesus.

2. Refletir sobre o modo como Jesus responde a esta situação.

3. Identificar qual veículo o Mestre usa para vencer a tentação.

Introdução:

A maioria das mulheres não gosta nem de ouvir falar sobre futebol. Mas o que tenho a dizer é rápido e logo entenderão.

Como todo mundo sabe, terminou na ultima quarta feira o campeonato brasileiro de futebol e o time que foi campeão foi o “coríntias”. Parabéns, a todos os corintianos, afinal fizeram uma boa campanha este ano em vários quesitos.

Mas o que chamou a atenção diante de tudo isto foi um repórter dizer que nos jogos da final o time campeão seria aquele que se aproveitaria do maior numero de descuido de seu adversário.

E estes times tinham muita coisa em comum, seus técnicos são bons condutores, os times foram progredindo e tudo mais.

Mas para aproveitar os erros de seu adversário é preciso conhecer com quem você esta lidando. Se trazermos este princípio para nossa vida espiritual, podemos aprender algumas coisas.

Quem é o nosso adversário? Satanás.

Vejo que na vida cristã não também devemos tomar cuidado com certas áreas em nossas vidas, para que nosso adversário não faça proveito delas.

Afinal: 2 Co.2:10b-11. “(v.10b.) para que satanás não leve vantagem sobre nós. (v.11) porque não ignoramos as suas maquinações.

O que vocês acham que satanás usa contra nós?

· De tudo isto que ele usa que vocês falaram, quero dar ênfase hoje à tentação.

Ele usa a tentação como uma arma enganosa, sutil e maquiada de boa aparência para nós afastar de Deus e nos derrotar.

Lição: Vencendo a Tentação.

Antes de ler o texto para nossa meditação, quero ver como anda o seu conhecimento.

Vocês vão me dizer (Falso ou Verdadeiro) as perguntas que vou fazer.

1. A tentação só vem sobre os que não vivem perto do Senhor (Falso).

2. Deus nos tenta para nos manter atentos (Falso).

3. É impossível nos distanciarmos da tentação (Falso).

4. O resultado da tentação sempre é o mal contra nós (Falso).

5. Jesus venceu a tentação (Verdadeiro).

6. Se Jesus venceu a tentação, podemos vencer a tentação com nosso próprio esforço (Falso).

7. Vencer a tentação é uma batalha perdida (Falso).

8. Jesus cedeu à tentação (Falso).

9. Não existem maneiras de escapar de certas tentações (Falso).

10. Tentação não tem fim (Falso).

1. Lição: Mostrar a diferença da tentação para provação.

(Não são as mesmas coisas.)

Tentação: É o impulso inicial que a pessoa sente para cometer pecados. (Rm. 7.18-19.)

Características:

Origem satânica, carnal e mundana. (Mt4.1, Jo13.2, Tg1.14.)

Visa sempre o mal, ou seja, tirar-nos da dependência de Deus. (Mt.4:3-6; 8-9)

Não é pecado em si, Jesus foi tentado. (Hb.4:15)

Provação: E o exercício de disciplina e correção, para aperfeiçoamento da fé. (I Pe.4:12)

Características:

Origem divina. (Gn.22:1); (Hb.12:6-10)

Visa fortalecer a fé. (Tg.1:2-4)

Tentacao

Por isso precisamos aprender a vencer a tentação.

Tg.1:12. “Bem aventurado o homem que suporta a tentação, porque depois de ter passado na prova, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam”.

2. Lição: Como a tentação vem?

A tentação pode vir sobre nós de três maneiras:

a. Emocional.

b. Espiritual.

c. Física.

Leitura Bíblica: Mateus 4:1-11.

Se notarmos, mesmo sendo filho perfeito Jesus sabia que iria enfrentar provas e passaria por tentações. (Hb. 5:8)

Vimos que satanás procurou oportunidade para tentar a Jesus e a encontrou. (Mt.4:1)

Onde satanás concentrou seu primeiro ataque? (Mt.4:2,3).

a. NOS DESEJOS DA CARNE. (Esta é a esfera onde as pessoas mais são tentadas e fracassam).

“Satanás, como um pescador, só põe isca em seu anzol de acordo com o apetite do peixe”.

Thomas Adams.

Resposta de Jesus: “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. (Mt.4:4.) (citação: Ef.6:17).

O que estava em questão aqui é transformar pedras e pão? Sim ou não? O que vocês acham? Não

Aplicação:

Jesus queria nós ensinar que:

· Nós não devemos colocar o apetite físico seja qual for ,acima da vontade de Deu, porque é ceder à tentação.

· Que nada que satanás faça pode impedir que sua comunhão com o pai se quebre, a não ser se você seder ao que ele oferece .

· Que nossa necessidade física nunca deve ser motivo para desobediência ou abandono de Deus. (Mt. 6:33.)

· Que a preocupação maior do cristão não é alimentar o estomago ou vontades, mas o coração com o antídoto que ele nos dispõe.

Antídoto: A única maneira de vencer os desejos da carne é manter os nossos pensamentos limpos e meditarmos em coisas boas.

Fp. 4:8. “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

Onde satanás concentrou seu segundo ataque? (Mt.4:5-6)(citação: Sl. 91:12-13)

b. NOS DESEJOS EMOCIONAIS. (Tem pessoas que são fortes para negar a carne, mas imaturas em suas atitudes).

Resposta de Jesus: “Também esta escrito, Não tentarás ao Senhor teu Deus”.(Mt.4:7) (citação Dt. 6:16)

O Diabo pode usar a Bíblia para nos seduzir? Pode falar sobre experiências em nome de Deus? Sim ou Não? Por que?

Quais as tentações mais comuns que podemos ouvir que fazem uso da Palavra de Deus?

Aplicação:

Jesus queria nós ensinar que:

· A mente e o coração dispõem dos desejos emocionais, se eles forem corrompidos os planos de Deus serão distorcidos.

· Ficaremos confusos e colocaremos a prova a própria verdade de Deus “SUA PALAVRA”.

Antídoto: A única maneira de vencer os desejos emocionais da mente e coração é colocando os nossos valores cristãos em conformidade e com a Palavra de Deus e Dependência do Espírito.

II Co.10:4-6. “pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas;derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo;e estando prontos para vingar toda desobediência, quando for cumprida a vossa obediência”.

Onde satanás concentrou seu terceiro ataque? (Mt.4:8-9)

c. NA VIDA ESPIRITUAL. (Quem fracassar fisicamente, emocionalmente, jamais estara apto para reconhecer se esta sendo enganado espiritualmente).

Resposta de Jesus: “Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. (Mt.4:10).

O que Jesus queria dizer com “adoração e serviço”?

Ø Adoração é um convite de Deus para celebrar aquilo que é eterno!

Ø Serviço é a resposta e valorização do convite que recebemos!

Aplicação:

O que Jesus quer nós ensinar:

· Nada neste mundo há de ser comparado com o que Deus tem separado para aqueles que Ele ama.

· Não existe lugar nenhum no mundo, nem coisa alguma que possa dar esta condição de ver o mundo todo de uma só vez.

· Só Deus é Detentor de tal poder.

· Tenhamos noção de nossa limitação diante de toda criação. Se Deus não está conosco o que será do homem?.

Antídoto: A única maneira de não ser tentado a acreditar em coisas que não encontramos numa vida genuína com o Senhor é se esmerar em conhecer sua Palavra, suas Promessas e sua.

Jo.8:32 “Conhecereis a verdade e a verdade vós libertará”.

3. Lição: Como vencê-la?

a. Vigiar e orar. (Mt.26:41)

Que tipo de atitude a função de vigilante exige?

· Não pode dormir quando esta trabalhando.

· Não pode se distrai no que faz.

· Deve estar sempre pronto a tudo o que pode ocorrer.

· Preparado para enfrentar o que der e vier.

b. Estudar a Palavra. (Sl.119:11)

Com o que o diabo tentou a Jesus? Por que?

· Porque para uma geração perdida este é o bem mais valioso que o homem pode desfrutar.

c. Resista ao Diabo. (Rm.8:31-39)

Uma citação de Lutero:

· “Não podemos impedir que os pássaros voem sobre a nossa cabeça, mas podemos impedi-los de fazerem ninhos sobre elas”.

4. Conclusão:

Alguns conselhos:

· Não de lugar ao diabo.

· Não subestime a tentação.

· Defenda sua área mais vunerável.

“Considero o meu coração como polvora, qualquer centelha pode incendiá-lo. Por isso eu o conservo sempre umedecido com o orvalho do Espirito Santo”

Robert Murray.

Leituras Adicionais: Gn.3:1-4; Gn.25:27-24; IISm.11:1-25; IISm.13:1-22; Lc.4:1-13.

Pastor Tarcizio

Estudo bíblico da EBD de 05 e 12/07/2009

domingo, 21 de junho de 2009

Murmuração

Textos Básicos: Números 11:1 e 1Corintios 10-12

Objetivo da Lição: viver contente em qualquer situação

Introdução:

A maioria das pessoas tem motivos mais que suficientes para estar satisfeita, infelizmente, porem, muitas não estão insatisfeitas. Vivem descontentes, queixosas, mal humoradas. São abençoadas com vida e saúde, trabalho sustento, família e amigos, mas acham que tudo poderia ser melhor.

Muitas pessoas cometem suicídios no Brasil a estatística são 4 por mil habitantes

Aprendemos na Bíblia que a murmuração é uma atitude ou sentimento que desagrada a Deus.

1: O que é murmuração?

A insatisfação se revela pela murmuração. Murmurar significa queixar-se em voz baixa, lastimar-se resmungar, censurar ou repreender disfarçadamente em voz baixa: dizer mal, maldizer ou conceber mau juízo.

Na Bíblia aprendemos que a murmuração é um pecado que causa pesar ao Senhor. A ira do Senhor se volta contra os murmuradores: “Queixou-se o povo de sua sorte aos ouvidos do Senhor; ouvindo-o o Senhor, acendeu-se-lhe a ira, e fogo do Senhor ardeu entre eles e consumiu as extremidades do arraial (Nm 11:1). se manifesta A murmuração contra Deus e contra as pessoas, principalmente aquelas que estão exercendo alguma liderança.

A geração do êxodo liderada por Moisés foi o maior exemplo de murmuração e descontentamento (Ex 14:11-12; 15.23-24 16:8 17:3; Nm11.1-15 14.26-27; 16:41 ; Dt 1.27)

No novo testamento os maiores murmuradores foram os fariseus ( Luc 5:30; 15.1-2; Jô 6:41-42 descrevemos três vocábulos para descrever a insatisfação:

Murmuração (Fp2:14); queixa ou motivo de queixa (Cl 3:13) e gemer lamentar, queixar-se reclamar Mc 7:34, Hb13:17; Tg 5:9

2: As causas e as conseqüências da murmuração

A Bíblia nos ensina três causas para a insatisfação e murmuração

  • A Natureza pecaminosa do homem (Lm 3:39) (Jd 16) A natureza é por si mesma, insatisfeita e murmuradora
    Quando expectativas e desejos pessoais são frustrados. O povo de Israel tinha o mana nas queria: peixe,pepinos,cebola e melões. (Nm 11:1-6)

  • A Incredulidade ou falta de confiança em Deus: Deus foi o responsável em tirar o povo do Egito e conduzi-lo para uma terra deleitosa, mas quando enfrentavam dificuldades o povo murmurava mesmo sabendo o que Deus tinha feito no passado, Os espias relataram sobre a visita com incredulidade e murmuração ( Nm 14:1-12) Uma ofensa a Deus (11-12)
    Deus não permitiu que aquela geração não entrasse na terra somente Josué e Calebe (Nm 14.20-24)

3. Como deixar a murmuração:

  • Aceite a Jesus como seu Salvador ele é a fonte de toda satisfação pessoal. Ele satisfaz as necessidades da alma. ”Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais reta fome; e o que crê em mim jamais terá sede (Jô 6:35) são necessidades do coração humano (Is 55-1-5)
  • Aprenda a viver contente em toda a situação Ex Paulo (Fp 4:11) A expressão aprendi a viver indica ser aprendido após a nossa conversão a Cristo. O viver contente possui duas faces A primeira é um estado de espírito e a segunda é uma reação interior ás circunstancias da vida.

  • O Contentamento, a alegria e a gratidão são mandamentos de Deus

Ainda que não tenhamos motivos circunstanciais para o contentamento precisamos entender que a satisfação é um mandamento de Deus que precisamos obedecer;

Fp 2:14 “Fazei tudo sem murmuração nem contenda”...

Fp 4:4 “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo; alegrai-vos

1 Ts 5:16 “Regozijai-vos sempre”

1 Ts 5:18 “Em tudo, daí graças porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”

Lucas 13:2-3 Jesus nos adverte que não somos bons e achamos que sim e que outras pessoas que merece o castigo.

Qualquer que seja o meu sofrimento ele será sempre menor do que aquele que Jesus sofreu olhar o exemplo de Jesus e segui-lo (1 Pedro 2:23) diz que ele não

Reclamou em nada mesmo sofrendo injustamente, não ficou amargurado nem revoltado, pois sabia que o sofrimento fazia parte da sua humilhação.

Solução: Olhar com os olhos de Deus, vendo as qualidades que superam os defeitos no silencio no amor e na obediência.

Se a pessoa valoriza mais os problemas, esquece das bençãos já recebidas das mãos do Senhor. Sofremos por conseqüência do pecado ou com um propósito de Deus (ensinando ou preparando para coisas maiores) Ex; Davi,José, Moises

CONCLUSÃO:

A murmuração é insatisfação, Tem falta de fé, falta de confiança em Deus, falta de amor em Deus, falta de gratidão a Deus, baixo nível de espiritualidade é invejoso, ciumento, não é transparente com outras pessoas, não é humilde.

Todo murmurador é desanimado, é egocêntrico, não tem sabedoria. Não tem discernimento em suas palavras alimenta a cegueira espiritual mal habito traz maldição para a sua vida.

Quando você diz:

Não posso resolver “Deus diz, Eu dirijo os teus passos” (Prov 3:5-6)

È impossivel “Deus diz,Tudo é possível” (Lucas 18:27)

Me sinto só “Deus diz ,Não te deixarei, não te desampararei” (Hb 13:5)

Eu não posso fazer ‘Deus diz, Tudo podes” (Felipenses 4:13)

Não mereço perdão “Deus diz, Eu te perdôo (1João 1:9 Rom 8:1)

Tenho medo “Deus diz, Não temas eu estou contigo (Isaias 41:10)

Ninguém me ama de verdade “Deus diz, Eu te amo (João 3:16 – 13:34)

“Lamentar aquilo que não temos é desperdiçar aquilo que já possuímos”

A murmuração nos afasta da vontade e os propósitos de Deus para a nossa vida.

Pr. Marisa

Estudo bíblico da EBD de 21/06/2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vencendo o Desânimo


Objetivo: Contribuir para prática do encorajamento.

Introdução:

• O autor da revista que estamos tratando, nós informa que existe uma lenda sobre um leilão que aconteceu no inferno. O diabo estava leiloando as ferramentas que ele usava. Contudo escondida num canto à parte, havia uma determinada ferramenta onde, logo abaixo, liam-se os seguintes dizeres: “Esta não esta a venda”.
• Um comprador pergunta ao diabo, porque ele não venderia aquela ferramenta. Ele responde que aquela é indispensável para ele.
• Com aquela ferramenta ele penetra no coração das pessoas, esmagando as emoções e imobiliza as mentes.
• Que ferramenta seria está? O desânimo.

Para ficarmos imunes as está ferramenta, temos um antibiótico muito mais eficaz, o encorajamento, ele contra-ataque e protege de qualquer investida deste tipo.
Nós, pessoas finitas, carecemos de um momento de carinho, afetividade, atenção, palavra amiga e coisas que venham de uma maneira santa nos encorajar a continuar lutando.

Como podemos fazer isto?
1. Conhecendo quem pode nós ajudar.
a. Temos um “consolador”: 
• Em João 14 a 16, Jesus identifica o Espírito Santo como “consolador”.
• Esta palavra no grego – chama-se “parakaleo”: “para” = ao lado de, “kaleo”= chamar. 
• Significando “chamar ao lado de... para apoiar, sustentar, proteger, etc.
• No período de Jesus esta palavra era usada como termo técnico para descrever um advogado numa corte grega. 
o Alguém designado para apoiar, defender o acusado.
o Com o tempo esta palavra passou a significar alguém chamado para ajudar, aconselhar, sustentar, apoiar, encorajar.
o Que seria a grande obra do “Espírito Santo de Deus em nossas vidas”.
o Jesus deixou-nos o Espírito Santo de Deus para que não ficássemos órfãos e sozinhos.
o Em cada passagem o Espírito Santo realiza um ministério específico.
 Jo.14:16. – Temos ai um companheiro para todo sempre.
 Jo.14:26. – Temos ai um mentor para a vida.
 Jo. 15:26. – Testifica do próprio Jesus.
 Jo. 16:7. – Sustitui a Jesus.
 
• Porque achamos que falar com o Espírito Santo não é o suficiente? (Pense)

2. Envolvendo-se como “Corpo de Cristo”.
b. O Senhor Jesus é muito sábio! Esta afirmação é dita tendo em vista a maneira como o Senhor providencia todas as coisas. Uma delas esta no próprio processo relacional da igreja.
Que torna o encorajamento mutuo também um ministério a desenvolver no corpo. 
Servindo também como antídoto de proteção deste mal que é o desanimo.

Paulo cria e promovia o encorajamento recebido do Senhor , 2 Co.1:3-4. Para Paulo Deus é chamado o grande consolador, encorajador que conduz o corpo a mesma atitude.

O próprio Jesus Cristo nos deixou exemplos: Chorou perante o túmulo de Lazaro, mesmo sabendo do final da história.

Isto confirma 4 motivos do porque se envolver como Igreja.

1. O encorajamento glorifica a Deus. Rm.15:5-6.
2. O encorajamento é uma ordem divina. Tss. 5:11.
3. O encorajamento evita o endurecimento de coração. Hb.3:13.
4. O encorajamento edifica o homem. 2 Co.2:5-11.

3. Conclusão.

o Vimos que podemos contar com o Espírito Santo “consolador” em todos os momentos de nossa vida.
o Então abra seu coração, diga a Ele como você se sente, o que você precisa, como você pode fazer.
o Ele certamente está pronto a te ouvir e te ajudar a vencer este momento de desânimo. 

• Vimos também que por meio do próprio Cristo temos uma família que fala a nossa língua.
o Então aproveite todos os momentos juntos com o Corpo. Apesar da diversidade de pensamentos e modos. É nesta multi-forma de conduta que Deus os usa para abençoar.

Seja deseja considerar outros textos: Sl.34:18; Isaías 40:28-29; Mt.11:28-30; Hebreus 12:3-4.
RELEITURA
Pr. Tarcizio: Revista E.B.D. Problemas Existências – Arival Dias Casimiro.


domingo, 31 de maio de 2009

Vencendo a ansiedade

Objetivo: DEPENDER DA PROVIDÊNCIA DIVINA.

Introdução:

· Como conseguimos obedecer ou praticar este mandamento de Deus, se vivemos em um país de tantas incertezas econômicas, sociais e políticas?

· Será que é possível viver de Maneira despreocupada no Brasil?

· O que percebemos é que nós grandes centros urbanos, este tipo de comportamento tem se tornado muito freqüente na vida das pessoas, quer cristãos ou não.

· Será que encontramos respaldo na Palavra de Deus que nós capacite para tal situação. (Não andar ansioso).

· MATEUS.6:25 - 34.

1. Lição: Preciso mostrar o sentido original da palavra “ansiedade”.

· “Ansioso” – Para algumas colocações ela advem do termo “distrair”, em outras “estrangular”.

Com a idéia de duplicidade. A mente procura seguir em duas direções ao mesmo tempo, resultando em confusão e sofrimento.

Primeiro: Existem dois tipos de ansiedade:

· O homem esta sujeito a escolhas que resultaram em ansiedade de resolução. Eu chamo de ansiedade não prejudicial.

Segundo: A outra é a ansiedade que produz efeitos nocivos a sua saúde, seu intelecto e sua vida espiritual.

A Palavra nos mostra nos v.19 ao v.24 que existe duplicidade de escolha.

O coração ansioso, ofusca o que realmente é importante para nós. Qual deveria ser a nossa escolha.

Nós sentimos estrangulados pela preocupação e falta de respostas.

2. Lição: Quais as razões para vencer a “ansiedade”.

No texto Jesus apresenta 5 razões pelas quais não devemos ser vencidos pela ansiedade.

2.1. A vida do homem. (v.25)

Esta vida que Jesus menciona não consiste apenas em “comer, beber e vestir-se”.

O homem é mais que um corpo, mais que matéria, mais que um animal racional.

A personalidade humana merece mais consideração do que simples satisfação física.

Afinal: (Jo.14:23).

2.2. O cuidado de Deus. (v.26)

Deus cuida de toda a criação que não fazem provisão a si mesmos.

Assim também Deus cuidará de seus próprios filhos.

Afinal: (Is.23:3)

2.3. A inutilidade da ansiedade. (v.27)

A ansiedade não altera as condições da vida e não aumenta a sua duração.

O côvado era usado como medida linear, mas também como medida de tempo.

A ansiedade não altera o tempo.

Afinal: (Ec.3:17)

2.4. Analogia da Providência. (v.28-30)

A ansiedade trará providencia alguma.

O Senhor faz uma analogia com as flores e sua beleza.

Porque a preocupação primeira destas coisas é característica de ímpio e não de cristão.

2.5. Ansiedade e Infidelidade estão próximas. (v.31-35)

As marcas distintas do cristão são a preocupação com o avanço do reino.

Que se complete a vitória de Deus sobre o mal.

Que reine no coração dos homens e se cumpra a sua vontade na vida deles.

Que seus padrões de justiça sejam aceitos universalmente.

3. Lição: A importância da providência divina.

Revela o cuidado especial de Deus pelo seu povo.

Ele preserva e governa a nossa vida de um modo todo especial. (At.17:28; Sl.57:2; Ne.9:6)

Texto áureo: Rm. 8:32.

4. Lição: Recomendações práticas:

a. Compartilhe a necessidade com parceiros de Oração. (Ex. Dn. 2:17-18)

b. Preencha seu tempo de espera pela provisão, com oração e leitura da Palavra.

c. Louve ao Senhor em todo tempo. (Salmos 113.)

Aplicação:

A ansiedade nunca fortalece você para o amanhã; ela apenas o enfraquece para o dia de hoje.

O começo da ansiedade é o fim da fé; e o começo da verdadeira fé é o fim da ansiedade.

RELEITURA Pr. Tarcizio:

Revista E.B.D. Problemas Existências – Arival Dias Casimiro.

domingo, 17 de maio de 2009

Vencendo a Desesperança

Resumo da aula da Escola Bíblica Dominical apresentada no domingo dia 17 de maio, pelo Pastor Tarcizio

Objetivo: Desenvolver uma vida de esperança em meio ao desespero, aflição.

• Para vencermos a desesperança concernente as coisas que enfrentamos na nossa vida, temos um rico texto da Palavra de Deus que nos ensina algumas lições.

Lamentações 3:21-39.

Contexto Histórico:
• O profeta Jeremias vive uma situação de fracasso, de aflição em sua vida junto a seu povo. 
• O povo sendo destruído pelo exercito babilônico nos anos 588 a 586 antes de Cristo.
• Aconteceram mortes em quase toda população de Jerusalém, no período da invasão.
• Os muros da cidade santa foram derribados.
• O templo foi saqueado, os príncipes assassinados, o rei Zedequias foi cegado e posto em prisão perpetua (Jr.52).
• O profeta lamenta a situação do seu povo, (Lm.1:1).
Neste contexto de ruína e desesperança, Jeremias mesmo em péssimas condições pessoais (Lm.3:1-20), nós revela como Deus acrescenta esperança em nosso coração.

“Quero trazer a memória o que me da esperança”, (Lm.21).

1. Traga a memória as características peculiares do nosso Deus. (Exercício Mental)
a. Deus é misericordioso. (Lm.3:22)
“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos porque as suas misericórdias duram para sempre”.

No hebraico, misericórdia “chesedh” diz respeito a conhecer a miséria do homem. Se colocar no lugar do outro.

b. Deus é Fiel. (Lm.3:23)

“renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade”.

Um atributo que se relaciona com Aliança, um compromisso em abençoar seu povo.

c. Deus é Bom. (Lm.3:24-26)

“A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele. Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso em silêncio”.

A bondade de Deus nos da à certeza que Ele virá a nosso socorro.

d. Deus que trabalha com seu povo. (Lm.3:27-29)

“Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade. Assente-se solitário e fique em silêncio.; porquanto esse jugo Deus o pôs sobre ele; ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança”

Ele tem um propósito em tudo. Tudo esta a seu controle. Faça uso deste momento para crescimento em maturidade.
“Aquilo que fere, instrui” Benjamin Franklin.

2. Transforme todo aprendizado em ações. (Exercício Físico).
Quais?
1. Aceitação. 
A vontade de Deus prevalece. (Jo.42:1-2). Não adianta brigar com Deus, aceite!

2. Murmuração.
Não reclame, “o choro dura uma noite, mas a alegria vem pela manhã”. Como sita o salmista.
Aproveite a chance para esquadrinhar seu coração, como recomenda Jeremias. (Lm.3:40)

3. Busca.
Busque a visão de Deus. Não existe visão fora da Palavra de Deus. (Sl.19:8). Por meio desta temos uma clara visão do futuro, a partir de uma avaliação do presente. (Lm.5:19-21)
Lembrete: “Fracassar não quer dizer que você é um fracasso”.

3. Conclusão:

Deus é poderoso para reverter qualquer quadro se assim desejar, apenas creia e traga a memória o que tem aprendido sobre Ele.




quarta-feira, 6 de maio de 2009

MEDO

Estudo bíblico apresentado na Escola Bíblica Dominical nos dias 26/04 e 03/05/2009 pela Pastora Marisa:

Um dos primeiros sentimentos expressos por Adão logo após a sua Queda foi o medo “E ele (Adão) respondeu: ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi” (Gn 3:10) Desde então este sentimento vem atormentando os seres humanos ao longo de toda a sua vida.

1- Definição de medo
O medo é uma sensação angustiante diante de uma ameaça ou perigo real ou imaginário. È o reconhecimento da total incapacidade perante uma situação desconhecida e ameaçadora,Segundo o dicionário medo significa um “estado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou ao contrario suscita essa consciência temor, ansiedade irracional ou fundamentada, receio. Desejo de evitar, apreensão ou preocupação em relação a algo desagradável.

1.1 Medo Providencial
Existe o medo sadio e necessário, que move o homem a evitar passar por determinadas tragédias ou perigo, como é o caso do medo que torna o homem prudente contra os assaltos ou a violência dos criminosos.Neste sentido, ele é levado a tomar algumas medidas como, vestir-se discretamente, evitar locais isolados, estar sempre acompanhado, medo de ser atropelado, que leva a tomar cuidados ao atravessar uma rua, o temor de se queimar ao manusear o fogo, o medo dos animais selvagens, o temor em aceitar carona de desconhecidos, o medo de receber pessoas estranhas em casa, o medo de águas profundas para quem não sabe nadar, entre outros temores providenciais. Este medo induz o homem á obediência aos regulamentos estabelecidos pela equipe de segurança, como, os avisos de alerta da presença de animais perigosos em determinadas trilhas ecológicas ou as condições impostas para manuseios de substancias tóxicas, entre outras.
È o medo providencial proporcionado por Deus aos homens, a fim de que estes tenham a capacidade de se auto protegerem contra os perigos que fazem parte do cotidiano.

1.2 Medo Pecaminoso
É o temor que escraviza e paralisa, impedindo que se faça a vontade de Deus.
È um sentimento angustiante intenso que paralisa a pessoa de tal forma que a sua mente é aprisionada pelo medo dominador.Controlada completamente por todos os motivos levantados por ela para o medo, perde-se qualquer movimento em direção á solução do problema e se move para fugir de qualquer situação que provoque o medo. Suas ações são marcadas pela fuga, pela covardia, pela irresponsabilidade e frustrações.

2. A quebra de relacionamento com Deus gera medo
Ao criar Adão, Deus o colocou em um jardim maravilhoso para que a sua obra-prima cuidasse de tudo o que Ele havia criado e ordenado para que vivessem harmoniosamente (Gn 2:8-15) Esse era o propósito de Deus para o homem cultivo do jardim.O pecado introduzido naquele jardim perfeito pela incredulidade de Adão e Eva á palavra divina, rompeu com a comunhão perfeita que eles mantinham com Deus. A primeira reação deles foi fugir da presença de Deus. O medo que eles sentiam, de Deus os levaram a se esconder da Pessoa de Deus. (Gn 3:8-10) A comunhão quebrada entre eles e Deus não os moveu em direção a Deus, mas para um lugar distante e fora da vista dEle.

2.1 Imaginações ou suposições mentais gera medo
Temos o exemplo de Abraão que pediu a Sara que falassem aos egípcios que ele era o seu irmão e ocultando a verdade de que era marido dela. A imaginação de Abraão foi mais longe do que a própria realidade, e seu coração foi invadido pelo medo. Agiu em função do que ele próprio supôs, e não com base nos acontecimentos reais.

2.2 Foco nas circunstancias e não em Deus gera medo
Temos o exemplo dos israelitas que foram enviados por Moises para espiar a Terra Prometida,saíram em missão para fazerem um levantamento das condições da terra e dos seus habitantes. (Nm 14:28-33). (Nm 13:1,2)
Mesmo sabendo que a terra já pertencia a eles pela promessa divina, bastando apenas apossa-la eles concluíram que não deveriam ir a luta contra aquele povo estrangueiro. Não lembraram do que Deus tinha falado a Moisés a poucos dias atrás e a razão por que foram fazer o levantamento da terra( a terra já era deles). Pelo contrario, sua mente e seu coração foram invadidos pelo medo paralisante e perderam toda a disposição de conquistar a terra.

2.3 Foco em si mesmo e não em Deus gera medo
Os israelitas, além de focarem no povo daquela terra, focaram também em si. Não enxergaram Deus entre eles e os enaquins,mas apenas a eles mesmos.
(Nm14:31-33) “Não podemos atacar aquele povo, pois é mais forte do que nós....” Outro exemplo foi a relutância de Moises em assumir a missão que Deus tinha lhe reservado foi em função do foco que ele mantinha em si e não naquele que o estava chamando para a obra. Moises, porem respondeu a Deus: “Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito?” (Ex3:11) Gideão também demonstrou dificuldade em assumir a responsabilidade de libertar o povo de Israel da opressão dos midianitas “Com a força que você tem, vá libertar Israel .Não sou eu quem o está enviando”(Jz 6:14-15) Gideão respondeu como posso libertar o meu clã é o menos importante, e eu sou o menor da minha família.

2.4 Focar nos futuros acontecimentos ou na possibilidade de perdas materiais ou morais gera medo
“Portanto, não se preocupem, dizendo:que vamos comer? Ou que vamos beber? Ou que vamos vestir?” (Mt 6:31)
“Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal” (Mt 6:34).

2.5 A culpa pelo pecados cometidos no passado e não tratados, gera medo
Jacó usurpou de Esaú as bênçãos de primogenitura, enganando o pai.Para fugir da fúria de Esaú que planejava mata-lo saiu de sua casa e se dirigiu á casa do seu tio Labão. Após muitos anos, resolveu retornar, e precisou passar pelas terras de seu irmão muito temeroso pelo pecado cometido no passado, Jacó foi dominado pelo medo “Jacó encheu-se de medo e foi tomado de angustia” (Gn 32:7)

3- Outros pecados provocados pelo medo pecaminoso
Quando não enfrentamos o medo que sobrevém pelos acontecimentos do cotidiano, somos levados a cometer outros tipos de pecados: Somos dominados pela ansiedade, preocupação, mentimos, acovardamos diante de um desafio,paralisamos diante de uma decisão, justificamos nossas ações medrosas para ocultar o orgulho ferido, as escolhas feitas visam o próprio bem-estar em vez dos outros.
Alguns exemplos bíblicos de diferentes manifestações do medo, ou o que o temor do homem provocou:
  Adão escondeu-se de Deus (Gn 3:10)
  Abraão mentiu ao faraó (Gn12:18)
  Isaque mentiu a Abimeleque, rei de Gerar (Gn 26:7)
Outros exemplos: Moisés(Ex32:1-7) povo de Israel (Nm14:20-23) Saul (1Sm 15-24) Elias (1Rs 193-4) Servo do Senhor ( Lc 19-20) Pedro (Mt 26:69-70).

4- Orientações Bíblicas contra o medo

Para aqueles que são invadidos pela ansiedade e preocupação
“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplica e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus” (Fp 4:6).
“Portanto não se preocupem, dizendo que vamos comer? Ou que vamos beber?Ou que vamos vestir?Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas;Mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas” (Mt 6:31)
 “Lançai sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês”
 (mim) ( da minha família) (1Pe 5:7)

Para os que mentem para não admitir o medo que os assola, os domina
“Não lhes escrevo porque não conhecem a verdade, mas porque vocês a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade” (1Jo 1:21)
“Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo” (Ef 4:25)

Para os que são dominados pelo medo paralisante
“Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, amor e equilíbrio” (2Tm 1:7)
“Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos....”(Ap 21-8)
“Seja forte e corajoso, Não se apavore, nem desanime, pois o Senhor,o seu Deus, estará com você por onde você andar” (Js 1:9)  
(Mt 10:20-31) “..Não tenha medo; vocês valem mais do que muitos pardais”
(Mc 5:36) “..Não tenha medo, tão somente creia” Disse Jesus

5-Como dominar o medo e não ser controlado por ele
Medo é gerado pela visão distorcida que se tem de uma verdade, ele se inicia a partir de uma possibilidade válida que é alterada, aumentada, até ser transformada e ocultar a realidade.Em dado momento, o que enxergamos não deixa de ser um gigante ou um monstro diante do qual não conseguimos tomar nenhuma reação contra ele e agimos não de acordo com a realidade, mas com as distorções que criamos.
Conforme a Palavra de Deus o medo é controlado quando temos a perspectiva de Deus diante das circunstancias e através do entendimento do amor perfeito de Deus,

Presença de Deus  
O medo nos invade sempre que sentimos abandonados por Deus, ou não enxergamos o interesse dEle nas nossas dificuldades.Ter a perspectiva de Deus diante dos desafios, significa ter a compreensão de que Ele está em toda e qualquer situação.(Sl 23:4)” Mesmo que eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estas comigo”Ter a correta percepção de Deus não significa não enxergar o vale das trevas quando estamos atravessando Por ele, mas é perceber que Deus caminha junto conosco.
 Outros exemplos: (Is:46:3-4) na velhice (Nm14:7-9) com o povo todo (1Sm 17:45) Davi e Golias (Is 41:10) Deus é escudo Abraão (Gn15:1)Deus é proteção ((Jr1.8) Jesus está ao nosso lado não tenha medo (Jô 6:20) (Hb13:5-6) nunca o deixarei, nunca o abandonarei,(Mt14:29-30) (Hb12:1-2) tenha os olhos fitos em Jesus autor e consumidor da nossa fé.
Sempre que Deus exorta para que não tema, a razão que ele dá para eliminar o temor é a presença dEle.

Amor perfeito
O perfeito amor lança fora o medo.Quanto mais espaço deixamos para o amor de Deus nos consuma e nos domine menor é o espaço do temor em nosso coração.

6- Transformação:
Buscar a Deus de todo o coração: (Sl 34:4) (Jr 29:13) ((Sl 46:1-3)
Mudar o padrão de pensamento para uma mente renovada pelas promessas divinas (Ef 4:22-23)

Identificar a razão do medo
O que estou temendo mais do que a Deus? Os homens,danos físicos,morais,morte,etc
O que não quero perder?O que desejo mais do que a Deus?Quem reina no meu coração?
Meus desejos ou os desejos de Deus?

Identificar onde está a minha confiança: em Deus ou nos homens
(Pv 29:25) (Sl 118:6-9) (Jr 17:5-8)

Pensar corretamente
O medo tem origem na mente.Deus está presente no conteúdo de minha mente.(Fp 4:8)

Concentrar nas promessas divinas (Lm3:21-23) (Sl 18:2) (Jr 29:11) (Is 55:8-9)

Cultivar um relacionamento intimo com Deus: Oração, Palavra, Santificação

Ter a consciência do quanto Deus nos conhece (Sl 139)

Crescer no temor ao Senhor (Pv 1:7) (Sl 34:9) (Pv 14:26) (Sl 111:10) (Sl 2:11) (Lc12:4-5)

Crescer no amor ao Senhor (Dt 11:1) (Dt 6:5) (Sl 91:14) (Dt10:20) (Sl 119:2)

Remover os ídolos do coração (1 Jo 5:21)
O foco de nossa vida muitas vezes não está em Deus, mas na realização pessoal,profissional, estabilidade econômica, na família etc.Enquanto podemos mantê-los sentimos a presença de Deus.Quando perdemos qualquer estabilidade pensamos que Deus não está mais conosco.
Os ídolos nos enganam e nos cegam para o que só Deus pode fazer.Eles se põem entre nós e Deus


Pastora Marisa

sábado, 18 de abril de 2009

O Cristão e as adversidades

Resumo do estudo bíblico apresentado na Escola Bíblica Dominical pelo Pastor Alexandre, no dia 12/04/2009:

O Cristão e as adversidades  -  Romanos 5.1-6


- CONSIDERAR que todos sofrem adversidades 

- ENTENDER que as tribulações nos trazem um efeito positivo

- ACREDITAR que Jesus está conosco 

Introdução

- Todos nós estamos sujeitos às adversidades:

“Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao perverso; ao bom, ao puro e ao impuro; tanto ao que sacrifica como ao que não sacrifica; ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.” Ec 9.2

1 – Causas das Adversidades

1.1 - Imprudência

Atitudes erradas, palavras precipitadas, ações fora da vontade de Deus, etc...

“Porque semeiam ventos e segarão tormentas; não haverá seara; a erva não dará farinha; e, se a der, comê-la-ão os estrangeiros.” Os 8.7

1.2 - Permissão de Deus

- Para reconhecermos nossos pecados 
  Pv 28.13
- Para despertamento espiritual
- Nos momentos de fartura Pv 27.7
- Para aprimoramento 2 Co 4.16-18

2 – Cristãos também sofrem

“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” Jo 16.33

Que exemplos poderíamos citar? 

3 – O que não fazer nas adversidades

- Não transfira responsabilidades: Lm 3.39; Gn 3.9-12; 2Sm 12.13

- Não se isole: Ec 4.9-10; Pv 17.17; Pv 18.24

- Não dê lugar ao diabo: Mt 27.4-5

4 – Crescendo na Adversidade

- Tudo coopera para nosso bem: Rm 8.28

- Paciência e Maturidade: Sl 40.1, Tg 1.3-4

- Intimidade com Deus: Jó 42.5 

Pastor Alexandre Oliveira

A Mensagem do Sermão do Monte

Contracultura Cristã
Introdução

O Sermão do Monte exerce um fascínio sem par. Ele parece encerrar a essência do ensino de Jesus. Ele torna a justiça atrativa; envergonha o nosso fraco desempenho; gera sonhos de um mundo melhor. Ele é provavelmente a parte mais conhecida dos ensinamentos de Jesus, certamente, a menos obedecida.
Se a Igreja tivesse aceitado realisticamente os seus padrões e valores, como demonstrados no Sermão do Monte; e tivesse vivido segundo eles, ela teria sido a sociedade alternativa que sempre tencionou ser, e poderia oferecer ao mundo uma autêntica contracultura cristã.
As pessoas procuram uma contracultura. O primeiro lugar onde deveriam procurar é um lugar onde normalmente ignoram, isto é, a Igreja. Pois, com demasiada freqüência, o que vêem nas igrejas não é a contracultura, mas o conformismo; não uma nova sociedade que concretiza seus ideais, mais uma versão da velha sociedade a que renunciaram.
O Sermão do Monte descreve o arrependimento e a retidão que fazem parte do Reino; isto é, descreve como ficam a vida e a comunidade humana quando se colocam sob o governo da graça de Deus.
O texto-chave do Sermão do Monte é 6:8: “Não vos assemelheis, pois, a eles.”. Jesus enfatizou que seus verdadeiros discípulos, os cidadãos do Reino de Deus, tinham de ser inteiramente diferentes. Não há um parágrafo em que não se trace um contraste entre o padrão cristão e o não-cristão.

O Sermão é relevante?
Ele descreve o comportamento que Jesus esperava dos cidadãos do Reino. Nele vemos como Jesus é em si mesmo, em seu coração, em suas motivações, em seus pensamentos.
Ele é relevante porque ele trata sobre:
a. O caráter do cristão (5.3-12)
b. A influência do cristão (5.13-16)
c. A justiça do cristão (5.17-48)
d. A piedade do cristão (6.1-18)
e. A ambição do cristão (6.19-34)
f. Os relacionamentos do cristão (7.1-20)
g. Uma dedicação cristã (7.21-27)

O Sermão é prático?
Os padrões do Sermão não podem ser imediatamente atingidos por todo mundo, nem totalmente alcançados por qualquer um. Colocá-los como sendo atingíveis por qualquer pessoa é ignorar a realidade do pecado. Esses padrões são atingíveis, mas só por aqueles que experimentaram o novo nascimento; pois justiça que Jesus descreveu no Sermão é uma justiça interior. O que se pensa no coração, e o onde o coração é colocado, isso é o que realmente importa (Mt 5.28; 6.21).

O Caráter do Cristão: as bem-aventuranças
Mt 5.3-12

a) As pessoas descritas
As bem-aventuranças descrevem o caráter equilibrado e diversificado do povo cristão. São qualidades do mesmo grupo de pessoas que, ao mesmo tempo, são: mansas, misericordiosas, humildes de espírito e limpas de coração, choram e têm fome de justiça, são pacificadoras e perseguidas.

b) As qualidades recomendadas
As bem-aventuranças são condições espirituais: “o meu Reino não é deste mundo” (Jo 18.36); logo, as bênçãos do seu Reino não eram em primeiro lugar uma vantagem econômica.

c) As bênçãos prometidas
Traduzir “makarios” por “feliz” pode induzir a um erro sério, pois felicidade é um estado subjetivo, enquanto Jesus está julgando objetivamente essas pessoas. Ele não está declarando como se sentirão, mas sim o que Deus pensa delas e o que são por causa disso: são bem-aventuradas.
As oito qualidades constituem as responsabilidades; e as oito bênçãos, os privilégios, a condição de cidadão do reino de Deus.

Será que as bem-aventuranças não ensinam uma doutrina de salvação pelos méritos humanos e pelas boas obras, o que é incompatível como o evangelho?
A primeira das bem-aventuranças proclama a salvação peça graça e não pelas obras, pois trata das pessoas que são tão pobres espiritualmente que nada têm a oferecer para oferecer para mérito seu.

1. Os humildes de espírito (v.3)
No A.T. o humilde/pobre de espírito, o aflito, é aquele que está sofrendo e não tem capacidade de salvar-se por si mesmo e que, por isso, busca a salvação de Deus. (Sf 3.12; Sl 34.6; Is 41.17,17; Is 57.15; Is 66.1,2)
O humilde/pobre de espírito é o que reconhece sua pobreza espiritual , reconhece que é pecador e nada merece além do juízo de Deus. Reconhece que nada tem a oferecer, nada a reivindicar, nada com que comprar o favor dos céus. 

Calvino escreveu: “ Só aquele que, em si mesmo, foi reduzido a nada, e repousa na misericórdia de Deus, é pobre de espírito”.

Os humildes / pobres de espírito recebem o Reino de Deus, porque o Reino de Deus é recebido por graça.

Devemos ser humildes/pobres de espírito para não sermos classificados como a Igreja de Laodicéia em Ap 3.16-17: “Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.”

2. Os que choram (v.4)
Neste contexto os que choram não são os que perdem um ente querido ou uma oportunidade na vida; este não é o choro da perda, do sofrimento, do luto/ este é o choro do arrependimento, choro pelo pecado.
Nós devemos chorar não apenas pelos nossos pecados, mas também pela maldade do mundo, como os homens piedosos da Bíblia, assim como Paulo em Fp 3.18 “Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.”
As pessoas que choram, que lamentam sua própria maldade, serão consoladas pelo único consolo que pode aliviar o seu desespero, isto é, o perdão de Deus.
“O maior de todos os consolos é a absolvição enunciada sobre cada pecador contrito que chora” Lenski
 
3. Os mansos (v.5)
A palavra traduzida como manso, em grego é praüs e significa gentil, humilde, cortês, aquele que exerce autocontrole.
“Esta mansidão é, em essência, a verdadeira visão que temos de nós mesmos, e que se expressa na atitude e na conduta para com os outros...” Dr. Martin Lloyd Jones 
Talvez por causa desta definição Jesus colocou os mansos entre os que choram por causa do pecado, reconhecendo quem são, e os que tem fome e sede de justiça; ou seja a horizontalização daquilo que eles mesmos receberam: graça.

4. Os que têm fome e sede de Justiça (v.6)
A justiça na Bíblia tem três aspectos:
- Justiça legal: que é a justificação, relacionamento correto com Deus. Mas é pouco provável que Jesus esteja tratando desta justiça porque Ele falava àqueles que já O seguiam.
- Justiça moral: tem a ver com caráter e conduta que agrada à Deus, é a justiça interior, é a justiça das motivações. Precisamos ter fome desta justiça.
- Justiça social: que é a libertação das pessoas de qualquer tipo de opressão, discriminação e privação das condições básicas de sobrevivência.
 
5. Os misericordiosos (v.7)
Misericórdia é compaixão pelas pessoas que passam algum tipo de necessidade, ela trata da dor, da miséria e do desespero, que são resultados do pecado. Creio que é por isto que Jesus menciona os misericordiosos após aqueles que têm fome e sede de justiça. 
Qual a diferença entre graça e misericórdia?
A graça concede o perdão e a misericórdia concede o alívio; a graça purifica e reintegra, a misericórdia cura e ajuda.

6. Os limpos de coração (v.8)
Ser limpo coração é ter pureza interior, é ter santidade no seu íntimo e não viver uma santidade aparente, como faziam os fariseus: “O Senhor, porém, lhe disse: Vós, fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade.” Lc 11:39
Os limpos de coração são sinceros. Toda sua vida, pública e particular, é transparente, diante de Deus e dos homens.
No contexto das bem-aventuranças “pureza de coração” parece referir-se, num certo sentido, aos nossos relacionamentos; pois a referência primária é à sinceridade

7. Os pacificadores (v.9)
Somos chamados para pacificar, devemos ativamente buscar a paz, seguir a paz com todos e, até onde depender nós, “Ter a paz com todas as pessoas”. (I Co 7.15; Pe 3.11; Hb 12.14; Rm 12.18)

8. Os perseguidos por causa da justiça (vs. 10-12)
Por mais que nos esforcemos em fazer a paz com determinadas pessoas, elas se recusam a viver em paz conosco, não por causa das nossas fraquezas, mas por causa da justiça da qual sentimos sede e fome; e porque rejeitam a Cristo que procuramos seguir. A perseguição é simplesmente o conflito entre dois sistemas de valores irreconciliáveis. 
Por que devemos nos regozijar com a perseguição?
 - Porque teremos recompensa gratuita;
 - Porque é um sinal de genuinidade, um certificado de autenticidade cristã.

A condição de ser desprezado e rejeitado, injuriado e perseguido, é um sinal do discipulado cristão, da mesma forma que um coração puro ou misericordioso. Aqueles que tem fome e sede de justiça sofrerão por causa da justiça que anseiam.

A influência do cristão: o sal e a luz
Mateus 5.13-16

Neste mundo violento e agressivo, que influência poderiam exercer as pessoas descritas nas bem-aventuranças?
O Sal e a Luz são metáforas que denotam a influência que os discípulos de Jesus exercem para o bem do mundo. O mundo, sem dúvida, perseguirá a igreja (conf. VS.10-12); apesar disso, a igreja é chamada para servir este mundo que a persegue.
O uso da luz é óbvio: iluminar. O sal tem mais variedade de uso: é condimento e preservativo.
A verdade básica que está por trás dessas metáforas, sendo comum às duas, é que a Igreja e mundo são comunidades separadas. O mundo é um lugar escuro, precisa de uma fonte de luz externa para iluminá-lo. Além disso, ele manifesta uma tendência a constante deterioração; a idéia não é que o mundo está insípido e a igreja o tempera; mas que ele está apodrecendo; e o sal precisa preservá-lo.

1. O sal da terra (v.13)  
Deus estabeleceu outras influências restringentes na comunidade: o Estado e a Família; mas Deus planejou que a influência restringente mais poderosa fosse seu povo redimido, os cristãos.
Assim como o sal precisa manter sua salinidade; o cristão precisa manter seu caráter transformado visível em atos e palavras (Lc 14.34,35; Cl 4.6). Se os cristãos forem influenciados pelo mundo, deixando-se contaminar pelas impurezas, perderão sua capacidade de influenciar.

2. A luz do mundo (vs.14-16)
Temos que permitir que Cristo brilhe dentro de nós a fim que as pessoas vejam as boas obras. Boas obras não são apenas de fé (crer, confessar, ensinar a verdade) mas também de amor ao próximo.

3. Lições a aprender
a. Há uma diferença fundamental entre os cristãos e os não-cristãos
Provavelmente a maior de todas as tragédias da Igreja ao longo de sua história, tem sido conformar-se à cultura prevalecente, em lugar de desenvolver uma contracultura cristã.

b. Tem de aceitar a responsabilidade que esta diferença coloca sobre nós
Nesses versículos, cada afirmação começa, em grego, com o enfático pronome “vocês”, que seria o mesmo que dizer “vocês e somente vocês” são o sal da terra e a luz do mundo. Vocês têm de ser o que são.

c. Temos de considerar a nossa responsabilidade cristã como sendo dupla
Evitar deterioração e iluminar as trevas.
Já vimos que Deus criou o Estado e a Família para reprimir o mal e incentivar o bem. Nós cristãos temos a responsabilidade de verificar se essas estruturas estão sendo preservadas, e também se estão operando com justiça.

A justiça do cristão: Cristo, o cristão e a lei
Mateus 5.17-20


1. Cristo e a lei (VS. 17,18)
O Velho Testamento contém:
a. O ensinamento doutrinário sobre Deus, homem, salvação, etc... que foi apenas uma revelação parcial. Jesus o cumpriu todo, no sentido de completá-lo em sua pessoa, seus ensinamentos e sua obra.
b. Profecia preditiva sobre o Messias; Jesus o cumpriu integralmente porque o predito aconteceu com Ele (Mt 1.22; 2.23; 3.3; 4.14).
c. Preceitos éticos, ou lei moral de Deus. Jesus os cumpriu obedecendo-os, porque nasceu sob a lei e estava determinado a cumprir toda justiça (Gl 4.4; Mt 3.15)

2. O cristão e lei (VS 19,20)
A obediência pessoal não basta, o cristão deve ensinar aos outros a natureza obrigatória dos mandamentos da lei.
A entrada no Reino dos Céus torna-se impossível se não houver um comportamento que exceda em muito ao dos escribas e fariseus. Como fazer isto se a lei deles continha 248 mandamentos e 365 proibições?
A justiça dos cristãos deve exceder a dos fariseus em espécie, não em grau; ela é mais profunda porque é justiça do coração. A justiça que agrada a Deus é a interior, porque o Senhor vê o coração (1 Sm 16.7; Lc 16.15).
Como isto acontece? Ler Ez 36.37

Importante: Jesus não veio abolir a lei, ele veio cumpri-la. Ele discordou da interpretação farisaica, jamais discordou de aceitarem a autoridade da lei.

A justiça do cristão: esquivando-se da cólera e da concupiscência 
Mateus 5.21-30


1. Esquivando-se da cólera (vs.21-26)
O mandamento “não matarás” seria melhor expresso assim: “não cometerás homicídio”; pois:
a. Não é uma proibição contra a supressão da vida humana em qualquer situação, mas particularmente contrato o homicídio.
b. O decálogo proibia de matar, mas a própria lei em outra lugar ordena a morte, tanto como pena capital como nas guerras (Gn 9.6).
c. Deus deu ao Estado o direito e a responsabilidade de punir malfeitores (Rm 13.1)

Ou seja, essa citação é apenas para lançar luz ao fato de que essa questão complexa não pode ser tratada de modo simplista apenas citando o “não matarás”.

Jesus ensina que a aplicação do “não matarás” era muito mais ampla: incluía pensamentos e palavras, além de atos; cólera e insultos, além do homicídio.

Seja na igreja, com um irmão (v.23); seja no tribunal, com um inimigo (v.25); o princípio é mesmo: no ato da adoração, se nos lembrarmos a ofensa, deveremos interromper a nossa adoração, sair e acertar a situação.

2. Esquivando-se da concupiscência (v.27-30)
No v.28 Jesus ensina que o verdadeiro significado da ordem divina era muito mais amplo do que a mera proibição de atos de imoralidade sexual. A alusão de Jesus é a todas as formas de imoralidade: seja no pensamento, seja nos atos. 

Nos versos 29 e 30: O que se pretende não pé uma mutilação física, mas uma abnegação moral sem concessões. É melhor aceitar alguma amputação cultural ou social neste mundo do que arriscar-se à destruição na eternidade.

A justiça do cristão: fidelidade no casamento e honestidade nas palavras
Mateus 5:31-37


1. A fidelidade no casamento (31,32)
Esses versos parecem uma abreviação de Mt 19.3-9; é importante ler este outro texto para uma melhor compreensão. 

a. Os fariseus estavam preocupados com os motivos para o divórcio; Jesus, com a instituição do casamento
Dois aspectos que Jesus selecionou: o fato de serem uma só carne e o que Deus uniu o homem não deve separar. Casamento é uma instituição divina, pela qual Deus transforma, permanentemente, duas pessoas em uma. 

b. Os fariseus diziam que a provisão de Moisés para o divórcio era um mandamento; Jesus chamou-o de concessão à dureza dos corações humanos.
O propósito de Deus não era esse.

c. Os fariseus tratavam o divórcio com leviandade; Jesus o considerou tão seriamente que, com uma única exceção, chamou todos novo casamento depois do divórcio de adultério.
Considerando que o casamento é uma instituição exclusiva e permanente; divorciar-se e casar-se com outro, ou casar-se com uma pessoa divorciada, é assumir um relacionamento proibido, adúltero, pois a pessoa conseguiu o divórcio aos olhos da lei humana, mas não aos olhos de Deus.

A única situação em que o divórcio e o novo casamento são possíveis sem transgredir o sétimo mandamento é quando o casamento já foi quebrado por algum pecado sexual.

2. Honestidade no falar (v.33)
Moisés enfatiza o perigo do juramento falso e o dever de cumprir votos feitos ao Senhor: Ex 20.7; Lv 19.12; Nm 30.2; Dt 23.21

Por que não jurar?
Porque quando somos pessoas honestas, de palavra, o juramento não necessário. Jurar pode ser uma confissão da nossa própria desonestidade.

Se juramento é proibido, por que Deus usou juramento nas escrituras? (Gn 22.16,17)
Ele jurou não para aumentar sua credibilidade, mas para despertar e confirmar nossa fé; não por causa de alguma deficiência dEle, mas da nossa incredulidade.

A proibição de juramento é absoluta? Por exemplo: jurar bandeira no exército, ou jurar perante um tribunal.
Jesus ensinou isto porque homens honestos não precisam jurar; não que eles devam recusar-se a prestar juramento se tal coisa for exigida por alguma autoridade.

A justiça do cristão: não-vingança e amor ativo
Mateus 5.38-48


1. Atitude passiva e sem vingança (v.38-42)
O que Jesus afirmou é que esse princípio, embora aplicável aos tribunais e ao juízo de Deus, não é aplicável aos nossos relacionamentos pessoais. De acordo com o verso 39, nosso dever para com os indivíduos que nos prejudicam não é vingança, mas a aceitação da injustiça.

Por que Jesus mandou não resistir ao perverso?
O propósito do seu mandamento e suas ilustrações foi proibir a vingança não incentivar a injustiça ou a desonestidade, nem deve ser usada para justificar fraqueza de caráter, transigência moral ou pacifismo total. 
 Ele não nos pede que para ignorarmos o que a pessoa fez ou é. O que ele não nos permite é a vingança. É um preceito e amor, não de insensatez.

Jesus não proibiu a administração da justiça, mas antes proibiu-nos de tomar a lei em nossas próprias mãos. Devemos entregar nossa causa à Ele como Jesus fez (I Pe 2.23), mas não devemos procurar vingança pessoal. É necessário saber que a aplicação é para o nível dos relacionamentos pessoais. Por exemplo: o Estado tem deveres diferentes do indivíduo; ele deve exercer justiça temperada com amor, e na igreja o amor deve ser temperado com disciplina. 

2. Amor ativo (v.43-48)
Paulo cita Pv 25.21 em Rm 12.20 “Se o que te aborrece tiver forma, dá-lhe pão para comer; se tiver sede, dá-lhe aguar para beber”.

O que dizer sobre os Salmos imprecatórios?
Neles o salmista fala não com animosidade pessoal, mas como representante do povo escolhido de Deus.

Jesus dá verdadeiro sentido sobre o “nosso próximo”:
Nosso próximo não necessariamente é um membro da nossa família, classe social ou religião; basta lembrar da parábola do Bom Samaritano (Lc 10.-29-37). Nosso próximo inclui nosso inimigo.
Devemos amar como Cristo amou; Ele morreu por nós quando ainda éramos inimigos (Rm 5.10). 

Veja o v.47: não basta aos cristãos parecer-se com os não-cristãos; nossa vocação é para ultrapassá-los em virtudes.
Não resistir ao perverso significa um chamado para não retaliação; amar os inimigos é um chamado para um amor ativo.

A religião do cristão: não hipócrita, mas real
Mateus 6.1-6; 16-18


Em 5.16 Jesus ordena que façamos, em 6.1 Ele proíbe. Como resolver essa discrepância?

5.16
Disse por causa da nossa covardia
Obras públicas para que brilhe a luz
O objetivo é a glória de Deus 

6.1
Disse por causa da nossa vaidadea
Devoção secreta para não nos vangloriarmos
O objetivo é a glória de Deus

1. A esmola cristã (v.2-4)
Em todo o Sermão o Senhor está preocupado com as motivações, com os pensamentos escondidos no coração. Aqui, a questão não é tanto sobre o que a mão está fazendo, mas o que o coração está pensando enquanto a mão age.
Jesus diz que quem busca a glória humana já recebeu.

Por que ficar em secreto? É possível transformar um ato de misericórdia em ato de vaidade, de modo que a nossa motivação principal não seja o benefício da pessoa que recebe a oferta, mas o nosso próprio.

Qual é a recompensa que o Pai celeste dá?
Quando o faminto é alimentado, o nu é vestido, o doente é curado, o oprimido é libertado e o perdido é salvo, o amor que provocou a dádiva fica satisfeito. Esse amor traz consigo as suas próprias alegrias secretas e não espera outra recompensa.

2. A oração do cristão (v.5,6)
Todos os judeus oravam 3 vezes ao dia, como Daniel (Dn 6.10); também costumavam orar de pé; e se sua motivação fosse de amor à Deus e ao próximo; não haveria problema em orar nos cantos das praças e sinagogas.
Dar louvor a Deus, assim como dar esmolas aos homens, é um ato autêntico por si só. Um outro motivo qualquer destrói os dois.

Como devemos orar?
De portas fechadas para: não sermos perturbados, fugirmos dos olhos humanos e ficarmos a sós com Deus. A necessidade do segredo não deve ser levada ao extremo, se não nos igualaremos aos fariseus. 

3. O jejum do cristão (v.16-18)
Aos que desfiguravam o rosto, a admiração de quem passava era a única recompensa obtida.
O propósito do jejum não é fazer auto-propaganda, mas disciplinar-nos; não obter reputação, mas expressar a nossa humildade diante de Deus e nossa preocupação com os que sofrem. Se esses propósitos forem cumpridos, seremos bem recompensados.

Diferença das religiosidades:

Farisaica
Ostentosa
Motivada pela vaidade
Recompensada pro homens

Cristã
Secreta
Motivada pela humildade
Recompensada por Deus

A oração do cristão: não mecânica, mas refletida
Mateus 6.7-15


A hipocrisia não é o único pecado a ser evitado na oração; mas também as vãs repetições.

1. O modo pagão de orar
Jesus não estava proibindo toda repetição, pois ele mesmo repetiu sua oração (Mt 26.44). Ele está condenando a verbosidade daqueles que falam sem pensar, a oração com a boca sem que a mente participe.

Se o “...Pai sabe que tendes necessidades....” Por que orar?
Nesse caso orar não seria declarar que Deus precisa ser secretariado e que nós precisamos dar a agenda daquilo que Ele precisa fazer? Ou que ele não sabe amar direito e que nós precisamos dizer para Ele cuidar de seus filhos?

“Os cristãos não oram com a intenção de informar Deus sobre coisas que ele desconheça, ou para incitá-lo a cumprir o seu dever, ou para apressá-lo, como se ele fosse relutante. Pelo contrário, oram para que assim possam despertar-se e buscá-lo, e assim exercitem sua fé na meditação das promessas de Deus, e aliviem suas ansiedades, deixando-as nas mãos dele; numa palavra, oram com o fim de declarar sua esperança e expectativa de coisas boas, para eles mesmos e para os outros, está só Nele”. Calvino

2. A forma cristã de oração
 
Como é a oração pagã
Hipócrita
Mecânica

Como deve ser a cristã
Sincera
Refletida, com mentes e corações envolvidos

A oração do “Pai nosso” : Para Mateus é um modelo a ser copiado “Portanto, orareis assim...”; Para Lucas (11.2) uma oração para ser usada “Quando orardes, dizei...”; logo podemos usá-la como é ou como modelo.

Ela demonstra que os interesses de Deus terão prioridade (teu nome... teu reino... tua vontade...); depois nossas prioridades (dá-nos... perdoa-nos... livra-nos....).
Na segunda metade da oração do Pai-nosso, depois de expressarmos nossa preocupação com glória de Deus, expressamos nossa humilde dependência da sua graça.

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.
Jesus quis se referir às necessidades e não aos luxos da vida. Queria que seus discípulo tomassem consciência de uma dependência diária.

Perdoa nossas dívidas...
Declara que nosso Pai nos perdoará se perdoarmos aos outros. Deus perdoa somente o arrependido, e uma principais evidências do verdadeiro arrependimento é um espírito perdoador. 

Não nos deixe cair em tentação...
Se a Bíblia diz que tentação e a provação são coisas boas para nós (Tg 1.2); por que devemos orar para não ficarmos expostos à elas?
A oração é mais no sentido de podermos vencer a tentação do que evitarmos. Talvez podemos parafraseá-la assim: Não permitas que sejamos induzidos à tentação que nos possa derrotar, mas livra-nos do maligno.

Os três pedidos da oração do Pai-nosso são completo:

O pão de cada dia                       Necessidade material
Perdão dos pecados                     Necessidade espiritual
Livramento do Mal                       Necessidade moral

A ambição do cristão: não a segurança material, mas a direção de Deus
Mateus 6.19-34

Na primeira metade de Mateus 6 (v.1-18) Jesus descreve a vida particular do cristão no lugar secreto (dando, orando, jejuando); na segunda parte (v.19-34) ele trata da vida pública (questões de dinheiro, propriedade, alimento, bebida, roupa e ambição).

1. A questão do tesouro (v.19-21)
 Não há proibição nem maldição alguma quanto às propriedades em si, nem quanto a economizar para dias piores, nem ainda quanto a desfrutar as boas coisas que nosso Criador nos concedeu.

Jesus proíbe o acúmulo egoísta de bens; uma vida extravagante e uma dureza de coração que não deixa perceber as necessidades das pessoas menos privilegiadas.

O que seria o tesouro no céu?
Desenvolvimento de um caráter semelhante ao de Cristo; aumento da fé, esperança e do amor; pois só esses permanecem.

2. A questão da visão (v.22,23)
Com bastante freqüência o “olho” nas Escrituras é equivalente ao “coração”; assim como nossos olhos afetam nosso corpo, nossa ambição afeta toda nossa vida.

3. A questão das riquezas (v.24)
Qualquer pessoa que divide sua devoção entre Deus e as riquezas já concedeu às riquezas, uma vez que Deus só pode ser servido com devoção total e exclusiva. Tentar dividir nossa lealdade é optar pela idolatria.

4. A questão da ambição (v.25-34)
O trecho começa com “por isso”, vamos relacioná-lo como o ensinamento de Jesus que levou a esta conclusão. Só depois que tivermos feito nossa escolha – tesouro no céu, a luz e Deus – estaremos preparados para ouvir as palavras que seguem.

Ambição é aquilo que se busca, todos buscam alguma coisa. Ela refere-se aos alvos de nossa vida e ao incentivo que temos de atingi-los.

a. Ambição falsa e secular: nossa própria segurança material
Ele nos proíbe da preocupação quando ao alimento, bebida e vestimenta (V.31), pois essa preocupação indica uma falsa visão de nós mesmos, como se fôssemos apenas corpos precisando de alimento, água e roupa, bem como da vida humana.
Jesus não está proibindo o pensamente nem a previdência, mas a preocupação ansiosa.

1) A preocupação é incompatível com a fé cristã (v.25-30) 
A nossa vida, pela qual Deus é o responsável, é obviamente mais importante do que o alimento e a bebida que nos nutrem.

2) Problemas relacionados com a fé cristã
2.1 – os crentes não estão isentos de ganhar a sua própria vida (2 Ts 3.10)
2.2 – os crentes não estão isentos da responsabilidade para com os outros
A principal causa da fome não e a falta da provisão divina, mas uma injusta distribuição por parte do homem. O fato de Deus alimentar e vestir seus filhos não nos isenta da responsabilidade de sermos seus agentes para isso.
2.3 – os centres não estão isentos das dificuldades
Ele não tem a promessa de que ficarão livres do trabalho, nem da responsabilidade, nem das dificuldades, mas apenas da preocupação. Estar livre de preocupações é diferente e de estar livre de dificuldades.

3) A preocupação é incompatível com o bom senso (v.34)
Os temores sobre o amanhã, que sentimos com tanta força hoje, talvez nem se concretizem. Precisamos viver um dia de cada vez

b. Ambição verdadeira do cristão: o reino e a justiça de Deus.

1) Buscar primeiro o reino de Deus
É desejar como coisa de primordial importância, a propagação do reino de Jesus Cristo.

2) Buscar primeiro a justiça de Deus
A justiça de Deus é um conceito mais amplo do que o Reino de Deus. Inclui aquela justiça individual e social. Deus deseja justiça em cada comunidade humana, não apenas em cada comunidade cristã.

Os relacionamentos do cristão: com seus irmãos e com seu Pai
Mateus 7:1-12

Mateus 7 nos dá um registro da rede de relacionamentos as quais, como discípulos de Jesus, somos atraídos.

1. Nossa atitude para com nosso irmão (v.1-5)
Jesus não dá a entender que a comunidade cristã será perfeita. Pelo contrário, ele pressupõe que haverá problemas de relacionamento.

a. O cristão não deve ser juiz (v.1,2)
O texto não se refere a juízes nos tribunais, mas sim à responsabilidade dos indivíduos uns para com os outros.
“Não julgar” não pode ser entendido como uma ordem para suspendermos nossa faculdade crítica em relação a outras pessoas, ou fechar os olhos diante de suas faltas fingindo não percebê-las. Não significa avaliar as pessoas com discernimento, mas condená-las severamente.
Nenhum ser humano está qualificado a ser juiz dos outros, pois não podemos ler os corações nem avaliar as motivações.

b. O cristão não deve ser hipócrita (v.3,4)
Antes Jesus denunciou a hipocrisia para com Deus, praticar piedade para ser visto pelos homens. Agora Ele denuncia a hipocrisia para com os outros, interferir nos pecados dos outros enquanto se esquece dos seus próprios pecados.
Esta é a razão pela qual não devemos julgar: somos falíveis. Devemos aplicar a nós mesmos o padrão estrito que aplicamos aos outros (1 Co 11.31).

c. O cristão deve antes ser um irmão (v.5)
O fato da condenação e da hipocrisia serem condenadas não nos isenta da responsabilidade de irmãos. Jesus não condena a crítica, mas a crítica desvinculada da autocrítica; a correção aos outros sem a correção a nós mesmos.

2. Nossa atitude para com os “cães” e os “porcos” (v.6)
 Ao mesmo tempo em que não podemos julgar, acusar e condenar de maneira hipócrita; não devemos tampouco ignorar as faltas, fingindo que todos são iguais. 
Nem todos gostam de crítica (Pv 9:8).

Cães e porcos: animais com hábitos se sujeira, ambos eram imundos para os judeus. São aqueles que tiveram a oportunidade de ouvirem o evangelho, mas que determinadamente o rejeitou, aqueles que manifestam desrespeito para com Deus.
Insistir em pregar o evangelho à essas pessoas a partir de um certo ponto é provocar seu despreza e até blasfêmia. Jesus deu essa instrução aos discípulos (Mt 10.14; Lc 10.10,11), o apóstolo Paulo fez o mesmo em Antioquia (At 13.44-51), em Corinto (At 18.5,6) e em Roma (At 28.17-28).

Essa postura não deve ser algo corriqueiro, afinal desistir das pessoas também é algo muito sério.

3. Nossa atitude para com nosso Pai celeste (v.7-11)

a) O que Jesus promete
“Nada é melhor para nos levar a oração do que a certeza de que seremos ouvidos” Calvino
Os 3 verbos: pedi, buscai e batei; estão no imperativo de indicam a persistência com a qual devemos fazer nossos pedido conhecidos a Deus. 

b) Os problemas que se criam

1) A oração é descabida
Deus espera que lhe peçamos, não porque continua ignorante até o momento em que lhe informamos; a questão não é se Ele está pronto para dar, mas se nós estamos prontos para receber. Na oração não persuadimos à Deus, mas persuadimos a nós mesmos a nos submeter a Deus. 
A oração não é descabida, é a maneira como Deus escolheu para expressarmos nossa consciente necessidade e a nossa humilde dependência dele.
 
2) A oração é desnecessária
Por que há pessoas que recebem sem oração as mesmas coisas que nós recebemos orando? 
É preciso diferenciar as dádivas:

Deus como Criador
Dons da criação
Colheita, filhos, alimento, vida...
Faz nascer sol para bons e maus (Mt 5.45)
Dons que não dependem do conhecimento de Deus 

Deus como Pai
Dons da redenção
Salvação ao que invocar (Rm 10.12,13)
Perdão diário, livramento do mal, paz, aumento de fé, esperança e amor, obra do Espírito
Dons aos que conhecem a Deus

3) A oração é improdutiva
Por que Deus não dá aquilo que se pede?
As promessas de Deus são condicionais, se Ele concedesse tudo o que se pede o mundo seria um caos.
Por ser bom Deus concede boas dádivas aos seus filhos, sendo sábio, Ele sabe quais são boas e quais não são. Se um filho pedir peixe o pai não lhe dá uma cobra, e se pedir uma cobra? Certamente não dará também. 

c) As lições que aprendemos
Oração pressupõe conhecimento: Se Deus só concede conforme Sua vontade, devemos buscar saber essa vontade.
Oração pressupõe fé: humilharmos e expressarmos nossa confiança de que Ele executará Sua vontade.

4. Nossa atitude para com todos os homens (v.12)
Precisamos no colocar no lugar da outra pessoa e perguntar: “como eu gostaria de ser tratado nessa situação?”

Os relacionamentos do cristão: os falsos profetas
Mateus 7.13-20


1. A escolha inevitável (v.13,14)
Um dos caminhos é fácil: nele há lugar para diversidade de opiniões e a frouxidão moral. Caminho de tolerância e permissividade, sem limites de pensamento e conduta.

Outro caminho é difícil: limites demarcados, a Palavra de Deus, auto-negação. A porta é estreita é preciso procurá-la, é fácil de errar o caminho. Jesus é a porta. 

2. O perigo dos falsos mestres (v.15-20)

a) Advertências
O rebanho de Cristo está à mercê ou de bons pastores, ou de mercenários, de lobos. 
Falsos profetas: negam que Deus é Deus de juízo, que é somente de amor e misericórdia, embalam o povo em seus pecados, deixam de advertir sobre o juízo de Deus. São responsáveis por levarem algumas pessoas à perdição que eles afirmam não existir. 
O Falso profeta não se anuncia assim, se anuncia como mestre da verdade; parece mais profeta que o verdadeiro profeta. 

b) Provas
É possível confundirmos um lobo disfarçado com uma ovelha, mas não podemos cometer o mesmo engano com uma árvore. Nenhuma árvore esconde sua identidade por muito tempo; o lobo pode disfarçar-se, a árvore não.
Pelos frutos os conhecereis (v.16,2). Que frutos são esses?
1. Fruto do Espírito, que tem a ver com caráter e conduta.
2. Ensinamento da pessoa
3. Influência: temos que nos perguntar que efeitos seus ensinamentos estão produzindo nos seus discípulos.

Se a igreja desse atenção à advertência de Jesus contra os falsos profetas não estaria nesse terrível estado de confusão moral e teológica em que se encontra.

O compromisso cristão: uma escolha radical
Mateus 7:21-27


1. O perigo de uma profissão de fé simplesmente verbal (v.21-23)
O nosso destino final será estabelecido não pelo que dizemos, ou diremos no último dia, mas por fazermos o que dizemos, por estar nossa profissão verbal acompanhada da obediência moral.
“Apartai-vos de mim...” A razão por que Jesus os rejeita é que a profissão de fé deles foi verbal, não moral.
Cristo não fica impressionado com nossas palavras piedosas e ortodoxas. Ele continua pedindo evidências de nossa sinceridade em boas obras de obediência.

2. O perigo de um conhecimento meramente intelectual (v.24-27)
Antes o contraste era entre o “dizer” e o “fazer”, o contraste agora é entre “ouvir” e o “fazer”. Aqui Jesus não está falando de cristãos e não-cristãos; ambos são cristãos professos, cristãos professos normalmente se parecem. Apenas uma tempestade revelará a verdade.

Nem um conhecimento intelectual, nem uma profissão de fé verbal, embora ambos sejam importantes, podem substituir a obediência.

Bibliografia
- A Mensagem do Sermão do Monte – Contracultura Cristã – John Stott

Pastor Alexandre de Oliveira